No short track feminino, a experiência falou mais alto. A veterana Arianna Fontana confirmou sua condição de favorita e avançou aos quartas de final com o quinto tempo geral dos 500 metros, enquanto a jovem Chiara Betti também carimbou sua vaga. Nem tudo, porém, foi pacífico: Arianna Sighel acabou eliminada depois de uma queda, uma lembrança de que nas pistas curtas a volatilidade determina destinos com o mesmo peso das expectativas.
No esqui cross-country, a história é de progresso. Caterina Ganz assegurou classificação para as semifinais ao terminar em segundo lugar sua bateria nos quartos de final da sprint feminina. Também estiveram em ação outras representantes italianas: Nicole Monsorno, Federica Cassol e Iris De Martin Pinter, que compõem o grupo nacional empenhado em traduzir tradição regional em resultados no cenário olímpico.
Na pista de patinação de velocidade curta, o dia começou com uma nota de autoridade dos jovens talentos italianos. Pietro Sighel abriu a programação dos 1.000 metros com 1:25.74, liderando a primeira bateria e mostrando por que figura entre os melhores do ranking mundial na distância. Luca Spechenhauser fechou a segunda bateria com uma arrancada impressionante e terminou no topo, enquanto Thomas Nadalini, em sua estreia olímpica, segurou a segunda posição em sua bateria e também passou para as fases seguintes. Esses resultados confirmam um coletivo que alia juventude e preparação técnica.
No feminino da combinada por equipes do esqui alpino houve espaço para drama. A queda da campeã bergamasca Sofia Goggia a meio percurso foi o momento mais tenso da jornada. Em declarações à emissora pública, Goggia assumiu o desalinho mental e pediu desculpas à colega Lara Della Mea, lamentando ter comprometido a prova de equipe: ‘Às olimpiadas a prova pode ir bem ou mal, hoje vou descansar e recuperar o foco para o super-G de quinta, que tem sido uma prova favorável durante a temporada’, disse a atleta.
Nos resultados da prova mista de slalom por equipes, a dupla americana Johnson/Shiffrin marcou 1:36.592, seguida pela Áustria (Raedler/Huber) a 0.063s e pela Itália (Pirovano/Peterlini) a 0.274s do primeiro lugar. Entre as equipas italianas, também apareceram resultados competitivos, com destaque para a presença consistente no pelotão de cabeça.
O dia deixou, portanto, um retrato plural: veteranas que resistem, jovens que se afirmam e episódios que lembram a dimensão humana do desempenho esportivo. Quinta-feira promete continuidade com os quartos de final e as decisões por medalhas em diversas modalidades — e com elas, a oportunidade de ver se as leituras táticas e psicológicas dos atletas italianos se transformarão em pódios.
Atletas italianos em destaque hoje: Chiara Betti, Elisa Confortola, Arianna Fontana, Thomas Nadalini, Pietro Sighel, Luca Spechenhauser, Nicole Monsorno, Caterina Ganz, Federica Cassol, Iris De Martin Pinter.






















