Lounges de aeroporto reinventam o relaxamento pré-voo: saunas, ramyeon e luxo
Ciao, viajante — sou Erica Santini, trazendo um olhar sensorial sobre como os aeroportos estão se transformando em pequenos refúgios antes do embarque. Se antes a espera era sinônimo de ansiedade e scroll infinito, hoje muitas salas lounge convidam a uma pausa com propósito: respirar, provar, suar, ler e até treinar. Andiamo descobrir algumas das propostas mais criativas que elevam o relaxamento pré-voo.
Os tempos em que o lounge significava apenas bebidas à descrição e poltronas um pouco melhores ficaram para trás. Em Helsinque, por exemplo, a Finnair transformou o ritual de partida em uma verdadeira ode à cultura nórdica: na Finnair Platinum Wing, viajantes com estatuto Finnair Plus Platinum e Platinum Lumo na área não Schengen podem desfrutar de uma sauna antes do voo, seguida por suites de duche privativas para se recompor. Para fechar a experiência com um toque local, há até a possibilidade de saborear um hambúrguer de rena — uma invenção que desperta paladar e curiosidade, como um pequeno segredo do norte.
Para os que preferem equilibrar o corpo antes de embarcar, o Aeroporto de Bolonha oferece um ginásio dentro da sua business lounge. Com passadeiras, máquinas e pesos livres, o espaço convida a suar e a reenergizar, e ainda dispõe de um buffet para recuperar as forças. É o convite perfeito ao movimento consciente, antes de retomar a jornada.
Em Seul, a Korean Air trouxe ao Aeroporto de Incheon um toque de cultura pop e conforto: uma biblioteca self-service de ramyeon dentro da sala de classe executiva. Escolha os noodles, acrescente toppings, despeje água quente — e em poucos minutos você tem um instantâneo de conforto coreano. É o set-jetting sem sair do aeroporto, um pequeno ritual que dá gosto de viver a narrativa do K‑drama por um instante.
No outro lado do mapa, o Aeroporto Internacional Kempegowda, em Bengaluru, inaugurou a Gate Z, uma lounge pensada com a alma da geração Z: menos sala de espera e mais ponto de encontro. Com café-bar, um diner retro inspirado em estações de metrô e um “amphizone” para projeções e eventos pop‑up, a proposta celebra a convivência e a criatividade — porque, afinal, a Geração Z pode ser mais um estado de espírito do que um número.
E para quem associa viagem a luxo e espetáculo, o Aeroporto Internacional Hamad, em Doha, elevou o padrão: além da sua avenida de moda, a Viale di Lusso, lá foi aberto o primeiro Louis Vuitton Lounge do mundo, com um menu concebido pelo chef Yannick Alléno. Reservado a passageiros da Qatar Airways em primeira e executiva, membros Platinum e Gold do Privilege Club e convidados VIP da Louis Vuitton, o espaço transforma a experiência gastronômica num momento digno de um restaurante estrelado.
Essas iniciativas mostram que o futuro das salas lounge não é apenas conforto técnico, mas experiência sensorial e cultural. É a textura do tempo nas paredes de uma sauna, o perfume do caldo de um ramyeon, a luz dourada de um espaço pensado para convivência — pequenos rituais que tornam a espera parte da viagem, não um obstáculo. Dolce Far Niente, com hospitalidade sofisticada e um toque de la dolce vita italiana: assim se viaja melhor.
Quer saber mais segredos e hidden gems dos aeroportos pelo mundo? Fique comigo — prometo histórias que você vai querer saborear antes do próximo embarque.
— Erica Santini, Espresso Italia





















