Hoje, domingo 8 de fevereiro, Amici retorna às 14h na Canale 5 com mais uma edição do talent show apresentado por Maria De Filippi. A tarde promete tensão e decisões: é dia de buscar o aval dos três professores de cada categoria e, assim, conquistar a cobiçada camisa ouro que abre caminho para o serale.
Em cena, a dinâmica entre competição e espetáculo ganha contornos quase cinematográficos — um espelho do nosso tempo em que a batalha por visibilidade é também um roteiro de identidade. No palco, a coreografia da disputa tem como primeiro nome o coreógrafo Thomas Signorelli, chamado para avaliar a desafio de Kiara. A presença de Signorelli adiciona um olhar técnico sobre a expressão corporal, lembrando que, em Amici, cada movimento conta como um plano que constrói personagem.
Para ordenar a classificação da prova de dança, o bailarino e coreógrafo Marcello Sacchetta assume o papel de referência. Sua trajetória no universo do entretenimento confere autoridade a uma avaliação que não é apenas sobre virtuosismo, mas sobre narrativa em palco — como uma cena bem dirigida que revela camadas do intérprete.
No campo vocal, a mesa de julgamento ganha contornos musicais e pop: a classificação da prova de canto será assinada pelo cantautor e guitarrista Alex Britti e pela atriz Ilaria Pastorelli. A inclusão de Britti traz a perspectiva do compositor-intérprete, aquela escuta que entende a canção como memória e como instrumento de construção de si.
Além das provas clássicas, os novos singles lançados em estúdio serão avaliados por representantes do rádio — ponte direta entre programa e mercado: Filippo Ferraro (RDS), Tamara Donà (Radio Monte Carlo) e Rosaria Rollo (Radio Norba). Essa etapa é o reframe da realidade: o programa não só forma artistas, mas também testa sua circulação no ecossistema cultural.
Fechando a escalação, a cantora Antonia volta ao palco para interpretar “Luoghi perduti“, o single com o qual alcançou a final do Sanremo Giovani. Sua participação funciona como um interlúdio emblemático — uma canção que remete a lugares e ausências, atuando como reflexo das memórias que o talento pop traz à tona.
Em suma, a edição de hoje se desenha como um episódio decisivo: entre olhares técnicos, vozes autorais e a chancela do mercado musical, os concorrentes disputam mais do que espaço no palco. Eles disputam o direito de contar suas histórias em voz alta, com a possibilidade concreta de vestir a camisa que os levará ao serale. Para o público, resta observar como cada momento reverbera — não apenas como entretenimento, mas como pedaço do roteiro oculto da sociedade.






















