Lindsey Vonn sofreu uma queda grave durante a prova de descida livre feminina nas Olimpíadas de Milano–Cortina 2026. A campeã americana, aos 41 anos, competia mesmo após ter sofrido a ruptura do ligamento cruzado do joelho esquerdo — e com histórico de longa reabilitação no joelho direito — quando caiu apenas 12 segundos após a largada, no primeiro salto do percurso.
De acordo com as primeiras imagens e relatos das equipes médicas presentes, a atleta parece ter ficado presa com o braço em uma das portas do percurso, o que pode ter desestabilizado seu equilíbrio e provocado a queda. Vonn permaneceu imóvel por alguns minutos até a chegada imediata do serviço de resgate. A decisão da equipe médica foi pelo transporte de emergência via helicóptero para atendimento hospitalar.
O episódio gerou grande apreensão nas arquibancadas do Olympia delle Tofane: após a queda, houve um longo e comovente aplauso do público, que acompanhou tenso cada movimento dos socorristas. Técnicos, colegas de prova e todos os presentes aguardavam por informações sobre as condições da esquiadora.
Há apenas algumas semanas, Vonn já havia sentido dores em Crans-Montana, episódio relacionado à ruptura do ligamento cruzado. A opção de competir, mesmo sob limitação física, coloca em debate uma tensão recorrente no esporte de alto rendimento: até que ponto a vontade de disputar um grande evento — por carga simbólica e emocional — deve sobrepor-se à preservação física do atleta e aos riscos associados?
Enquanto repórter e analista, é impossível não ler esse episódio também como elemento de uma narrativa mais ampla. Lindsey Vonn não é apenas uma competidora: sua carreira ajudou a moldar a percepção sobre o esqui alpino feminino, ampliando público, patrocínios e projeção olímpica. A decisão de retornar às pistas após lesões sérias testemunha tanto uma determinação rara quanto a estrutura de incentivos que transforma esporte em espetáculo.
Agora, a preocupação imediata é clínica: o foco está no diagnóstico pós-queda e nas potenciais implicações para o futuro esportivo de Vonn. A rapidez do socorro e o transporte aéreo reduzem riscos de sequelas imediatas, mas só os exames detalhados — raio-x, tomografia e ressonância — poderão confirmar a extensão de eventuais lesões.
Nos próximos instantes, as delegações de competição e a equipe médica devem divulgar boletins oficiais. Essa ocorrência lembra, com crueza, a fragilidade do corpo mesmo diante de carreiras que se tornaram parte da memória coletiva do esporte. Continuaremos acompanhando e atualizaremos com informações verificadas assim que disponíveis.
Atualização: aguardam-se comunicados oficiais da equipe da atleta e do comitê médico das Olimpíadas. A Espresso Italia acompanha o caso com atenção, respeitando a prioridade à recuperação da atleta.





















