Por Giulliano Martini — Em apuração in loco e cruzamento de fontes, confirmamos que dois esquiadores morreram hoje, 7 de fevereiro, após terem sido atingidos por uma avalanche enquanto praticavam fuoripista na região da Valtellina, na província de Sondrio (Lombardia). Um terceiro participante do grupo foi localizado em estado crítico e recebeu atendimento no local antes de ser transferido para unidade médica especializada.
As operações de resgate foram imediatas e envolveram ações aéreas e terrestres coordenadas. Segundo as informações oficiais, intervieram três helicópteros da Areu (Agenzia Regionale Emergenza Urgenza), equipes da Guardia di Finanza e dos Vigili del Fuoco. O socorro enfrentou condições ambientais particularmente complexas, com visibilidade reduzida e risco de novas desestabilizações de neve, o que exigiu manobra coordenada via ar para acessar a área afetada.
Fontes das equipes de intervenção relataram que as operações de busca e salvamento seguiram os protocolos padrão: raspagem de trilhas de avalanche, varredura com aparelhos eletrônicos quando disponíveis, sondagem e escavação. As autoridades locais informaram que permanecem em curso os acertos e diligências para reconstruir a dinâmica do acidente, identificando tempo, local exato, volume de neve deslocada e eventuais fatores contribuintes.
É prematuro apontar causas precisas sem a conclusão das perícias técnicas. O que se pode afirmar com segurança, a partir do raio-x do ocorrido e de relatos das equipes, é que o ambiente de fuoripista apresenta riscos elevados e demanda treinamento, equipamento de segurança (transmissor ARVA, sonda, pá, mochila com airbag) e avaliação contínua das condições de neve. Investigações posteriores deverão esclarecer se houve falhas de rota, variação imprevista de instabilidade ou outro fator.
O episódio em Valtellina insere-se num padrão observável em regiões alpinas durante períodos de instabilidade: deslocamentos de massa de neve capazes de arrastar vítimas por centenas de metros e tornar críticas as chances de sobrevivência se o resgate não for imediato. As autoridades regionais de proteção civil e as corporações de resgate reforçam a recomendação para que praticantes de esqui fora de pista verifiquem boletins nivológicos, operem sempre em grupo e mantenham comunicação direta com os serviços de emergência em caso de ocorrência.
Seguiremos com a cobertura enquanto as equipes responsáveis divulgarem os resultados das perícias e os detalhes oficiais sobre as identidades das vítimas, demais circunstâncias do espaço onde ocorreu o evento e eventuais medidas adotadas pelas autoridades locais para prevenção. A reportagem mantém contato com os órgãos envolvidos e atualizará esta nota assim que novos elementos forem confirmados por fontes primárias.
Apuração técnica e factual por Giulliano Martini, correspondente com 48 anos de vivência na Itália. Informação sujeita a atualização conforme laudos periciais e comunicações oficiais.






















