Sou Alessandro Vittorio Romano, e observo como a paisagem humana da Lombardia respira saúde quando o corpo e a cidade dialogam. Em um encontro com a imprensa realizado em Milão, Marco Alparone, vice-presidente da Giunta regional da Lombardia, afirmou que em uma região como a Lombardia é essencial promover o esporte como valor de prevenção para a saúde. Palavras que soam como uma orientação prática e poética: cuidar do corpo é cuidar da paisagem interna.
O encontro foi organizado pela Lilly para inaugurar um tour itinerante que traz à cidade duas instalações imersivas. A primeira, The Impossible Gym – Winter Edition, instalada na Piazza dei Mercanti, foi pensada para evidenciar os desafios que as pessoas com obesidade enfrentam todos os dias. A segunda, o Fan Village na Piazza del Cannone, é uma ode à história da medicina moderna, convidando o público a caminhar pelos passos da pesquisa que tornou possível melhorar vidas.
Alparone reforçou que a colaboração com a Lilly é central: pesquisa e inovação andam de mãos dadas com o esporte, a saúde e a educação sanitária. Essa sinergia se torna uma espécie de vento que move práticas e políticas, lembrando-nos que a prevenção é uma colheita coletiva, regada pelo conhecimento e pelas escolhas diárias.
Como observador sensível dos ritmos italianos, vejo nesse movimento um efeito de maré: eventos públicos como este transformam praças e avenidas em salas de aula ao ar livre, onde a cidade respira informação e empatia. A presença de instalações que simulam barreiras físicas e sociais amplia a compreensão do público sobre a realidade das pessoas com obesidade, enquanto o Fan Village celebra os avanços que tornaram a medicina moderna mais humana.
O contexto de Milano-Cortina — com a sua atenção voltada ao esporte e ao grande teatro dos Jogos — oferece uma vitrine poderosa para essa mensagem: o esporte não é só competição, é também prevenção, educação e bem-estar coletivo. Em regiões como a Lombardia, onde a vida urbana pulsa com ritmo acelerado, promover hábitos saudáveis é semear fundamentos para uma saúde pública mais resiliente.
Ao fim do encontro, resta a sensação de que políticas e iniciativas privadas podem cultivar, juntas, as raízes do bem-estar. A colaboração entre instituições públicas e empresas de pesquisa é uma trilha que nos convida a caminhar, lembrando que cada gesto — um passo na praça, um diálogo educativo, uma exposição sensível — pode ser parte do remédio preventivo que toda comunidade precisa.
Alessandro Vittorio Romano, Espresso Italia






















