Roma — A Sociedade Italiana de Medicina dos Viagens e das Migrações (Simvim) publicou novas diretrizes sobre a vacina contra chikungunya, recomendando que ela seja considerada como parte das preparações pré-viagem para destinos com transmissão ativa do vírus. Assim como a paisagem muda com as estações, nosso risco de exposição também se transforma; por isso a Simvim propõe que a vacinação seja pensada com a mesma atenção de um guarda-chuva no horizonte incerto.
As orientações indicam que a vacina contra chikungunya deve ser avaliada para:
- Viajantes com destino a áreas com surtos ativos (entre elas Cuba, Brasil e outras regiões da América Latina, partes da Índia e algumas áreas da China);
- Pessoas em situação de maior risco, como portadores de doenças crônicas graves ou idosos;
- Aqueles que viajam para países onde houve transmissão local de Chikv nos últimos cinco anos;
- Profissionais de laboratório que manipulam o vírus;
- Mulheres grávidas que não possam adiar a viagem para uma área de risco.
A Simvim ressalta que não faz sentido estabelecer um limite temporal mínimo de duração da viagem: o evento que provoca a infecção — a picada do mosquito — pode ocorrer a qualquer momento a partir da chegada ao destino. Por isso, a recomendação prática é programar a vacinação com antecedência: pelo menos 14 dias antes da exposição potencial ao Chikv, garantindo que o corpo tenha tempo de construir sua defesa.
Além da imunização, as diretrizes lembram medidas clássicas e essenciais de proteção individual contra mosquitos, que funcionam como uma cerca viva entre você e o risco: uso de repelentes adequados, roupas que cubram a pele ao entardecer e ao amanhecer, telas em portas e janelas e conhecimento dos sinais de alerta da doença. A prevenção é um jardim de hábitos — quanto mais raízes saudáveis, menor a chance de uma praga inesperada.
Para viajantes e profissionais que planejam deslocamentos internacionais, estas recomendações trazem uma bússola prática. A Simvim quer integrar a vacina contra chikungunya na lista de cuidados pré-viagem, junto com outras vacinas e orientações sanitárias, preservando a experiência do deslocamento sem transformar o itinerário num campo de incertezas.
Como observador do cotidiano, lembro que viajar é também respirar novos ritmos; cuidar da própria saúde é respeitar o tempo interno do corpo. Se o destino chama, leve consigo não só a mala, mas a segurança construída por informação e prevenção — a vacinação muito bem encaixa nesse gesto.
Redação Espresso Italia — Alessandro Vittorio Romano






















