BNP Paribas encerrou o exercício de 2025 com resultados sólidos: receitas de €51,2 bilhões e um lucro líquido de €12,2 bilhões, além da aprovação de um dividendo de €5,16 por ação pelo Conselho de Administração. A revisão e validação das contas aconteceu em 4 de fevereiro de 2026, sob a presidência de Jean Lemierre.
Ao final da reunião, o Diretor-Presidente Jean-Laurent Bonnafé destacou que o Grupo registrou um quarto trimestre recorde, resultado de performances operacionais excelentes. Bonnafé confirmou as metas para 2026, revisou para cima os objetivos para 2028 e anunciou que o plano estratégico 2027–2030 já está em elaboração. Em tom de direção técnica, salientou o papel dos colaboradores: “agradeço aos nossos profissionais pelo empenho contínuo junto aos clientes e pelo dinamismo comercial”, afirmou.
No quarto trimestre de 2025, a margem de intermediação atingiu €13,113 bilhões, um avanço de 8,0% sobre o mesmo período de 2024. Por divisões, o Corporate & Institutional Banking (CIB) reportou receitas de €4,575 bilhões (+1,0%), apoiadas principalmente por Securities Services e Global Markets. A unidade Commercial, Personal Banking & Services (CPBS) somou €6,937 bilhões (+5,5%), impulsionada pelas carteiras de varejo na zona do euro e por um crescimento expressivo na Europa Mediterrânea (+9,7%).
Nas linhas especializadas, a Personal Finance registrou recuperação de 6,6%, enquanto Arval e Leasing Solutions continuaram a ampliar receitas orgânicas, mesmo com a normalização dos preços de veículos usados — um sinal de resiliência operacional e gestão afinada dos riscos de mercado.
Para o conjunto do ano, a margem de intermediação totalizou €51,223 bilhões (+4,9% ante 2024) e o grupo fechou com um lucro líquido de €12,225 bilhões, em linha com as metas definidas. O Conselho aprovou a distribuição do dividendo de €5,16 por ação, uma decisão que reflete a robustez dos resultados e a confiança na geração de caixa futura.
Um pilar central da estratégia corporativa do banco é a aposta em inteligência artificial. O BNP Paribas figura como a primeira instituição bancária da zona do euro no índice Evident AI. Mais de 7.500 desenvolvedores já utilizam soluções de IA generativa no Grupo, que trabalha com parcerias estratégicas, entre elas a Mistral AI, e conta com mais de 800 especialistas dedicados. O objetivo é industrializar processos, otimizar eficiência operacional, reforçar o controle de riscos e elevar a cibersegurança — buscando, numa analogia técnica, a mesma precisão de engenharia que se exige em um motor de alto desempenho.
Com a leitura dos números e as decisões do Conselho, o banco demonstra que continua a calibrar seus «freios fiscais» e a ajustar a «aceleração de tendências» para navegar um cenário de taxas estruturalmente favorável. O trabalho de preparação do plano 2027–2030 indica visão de longo prazo, visando tornar o Grupo ainda mais eficiente e gerador de valor para acionistas e clientes.






















