Banco BPM encerrou o exercício de 2025 com um desempenho que supera a guidance e aproxima o banco das metas traçadas para 2027. O grupo reportou um lucro líquido de €2,08 bilhões, um avanço de 8,3% em relação ao ano anterior, e receitas totais de €5,96 bilhões, em alta de 4,4%.
Em função dos resultados, o Conselho de Administração proporá à Assembleia de 16 de abril a distribuição de um dividendo de €1,00 por ação. Esse montante inclui um saldo de €0,54, que se soma ao adiantamento de €0,46 já pago em novembro de 2025, resultando em um payout equivalente a aproximadamente 80% do lucro líquido.
Na composição das receitas, o margem de juros (NII) ficou em €3.127,5 milhões, recuando 9,1% frente a 2024, impactada pela redução do Euribor. A aceleração do crescimento operacional, no entanto, foi sustentada pelos proventos não provenientes de juros, que passaram a representar 51% do total, e pelas comissões líquidas, que alcançaram €2.495,3 milhões, um aumento de 21,4%.
Uma contribuição relevante veio da integração da Anima Holding, consolidada integralmente a partir do segundo trimestre de 2025. A operação elevou o peso do resultado vindo dos segmentos de Wealth & Asset Management e Proteção de 35% para 45%, mostrando a eficácia da estratégia de diversificação e do movimento em direção a um modelo capital light.
A solidez patrimonial do grupo aparece clara no CET1 Ratio pro forma, que alcançou 13,76%, ou seja, 76 pontos-base acima do limiar mínimo estabelecido no Plano Estratégico. Essa posição decorre de uma robusta geração orgânica de capital, estimada em 194 pontos-base líquidos de dividendos.
Do ponto de vista de eficiência, os custos operacionais caíram para €2.738,9 milhões (-1,7% em perímetro constante), levando o índice cost/income a 46%. Essa calibragem nas despesas compensou encargos relacionados ao sistema bancário e segurador, líquidos de impostos, equivalentes a €9,6 milhões.
A qualidade do crédito atingiu níveis históricos: o NPE ratio líquido ficou em 1,22% e o estoque de créditos deteriorados brutos reduziu para €2,25 bilhões (-21%). O custo do risco recuou para 40 pontos-base, apesar de provisões efetuadas para cerca de €300 milhões de NPE destinadas a futuras vendas.
Como sinal de apoio ao crescimento econômico, as novas concessões de crédito somaram €28,3 bilhões, avanço de 33% em base anual, com aumento de 40% para clientes particulares e 30% para empresas. As atividades financeiras totais sob gestão da clientela atingiram €396 bilhões, já incorporando Anima.
No front de sustentabilidade, o banco direcionou €7,6 bilhões em financiamentos low-carbon ao longo de 2025 e elevou a participação de bonds ESG para 40% do seu portfólio de títulos. Esses movimentos refletem uma estratégia de alinhamento entre desempenho financeiro e critérios ambientais.
Em resumo, Banco BPM apresenta uma combinação de resultados robustos, capitalização confortável e uma transição efetiva para uma economia de receitas mais diversificadas — um ajuste fino similar à recalibração de um motor após intervenções de alta precisão. A proposta de dividendo e os indicadores de risco e eficiência demonstram que o grupo opera com os freios fiscais calibrados e a aceleração das tendências comerciais bem gerida.
Giuseppe Castagna, CEO do Banco BPM, liderou a execução da estratégia que combinou rentabilidade, disciplina de capital e foco em produtos de maior valor agregado, posicionando o grupo para a próxima etapa do plano estratégico.






















