Por Giulliano Martini — Investigações e cruzamento de fontes indicam que as Olimpíadas Milano-Cortina 2026 estão no alvo de uma campanha coordenada de atos cibernéticos atribuídos a grupos filorussos. Fontes bem informadas ouvidas pela reportagem confirmam a ocorrência de ataques do tipo DDoS direcionados a portais ligados ao evento, incluindo sites institucionais, esportivos e comerciais.
O centro de competência em cibersegurança Yarix, do grupo Var Group, registrou uma ampliação da ofensiva e associou os novos alvos ao coletivo hacktivista conhecido como NoName057(16). Em nota técnica, o órgão aponta que, nas últimas horas, o coletivo adicionou ao seu alcance plataformas vinculadas ao ecossistema das Milano-Cortina 2026, envolvendo tanto portais italianos quanto portais de comitês olímpicos estrangeiros.
Entre as páginas consideradas “a risco” pelas fontes está o site de hospitality das Olimpíadas e o portal do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI) dedicado aos Jogos de Inverno. A avaliação inicial indica que a intenção é provocar indisponibilidade e perturbação de serviços on-line associados ao evento, com impacto potencial na comunicação institucional e operacional.
Relatórios de monitoramento citam interceptações em canais do Telegram ligados ao grupo, onde mecanismos de coordenação e incentivo a ataques de negação de serviço são explicitamente discutidos. Esse material foi cruzado com logs de tráfego e alertas gerados por centros privados de segurança, permitindo às fontes traçar um mapa preliminar da campanha.
Em resposta ao risco identificado, órgãos de inteligência italiana ativaram protocolos de vigilância e mitigação. A ação conjunta entre entidades públicas e centros privados de ciberdefesa visa reforçar a resiliência das infraestruturas digitais envolvidas na organização dos Jogos e antecipar tentativas de escalada, segundo interlocutores oficiais.
Do ponto de vista técnico, ataques DDoS buscam sobrecarregar servidores e serviços de rede com tráfego malicioso, tornando plataformas indisponíveis aos usuários legítimos. A estratégia observada, conforme análise dos especialistas consultados, combina coordenação pública em canais fechados e utilização de redes distribuídas para aumentar a intensidade dos disparos.
O caso reforça o caráter político e comunicacional dos alvos: grandes eventos esportivos atraem atenção internacional e, por isso, se tornam vetores desejados para grupos que buscam visibilidade ou desorganização. A apuração em curso continua a mapear os vetores empregados e a origem dos fluxos de ataque, com cruzamento de dados entre fornecedores de infraestrutura, especialistas privados e unidades de inteligência.
Esta redação continuará acompanhando o desenrolar dos eventos e publicará atualizações assim que novas confirmações técnicas ou medidas oficiais forem divulgadas. A prioridade permanece a verificação rigorosa dos fatos brutos e a apresentação limpa da realidade traduzida em impactos concretos para a realização dos Jogos.






















