Depois da marcante apresentação do Trio Hèrmes em janeiro, mais cinco músicos emergentes partem hoje para um novo ato dessa narrativa cultural: um concerto no Cairo que integra o projeto “Giovani talenti musicali italiani nel mondo”. Idealizado pelo Cidim, o encontro confirma que a música clássica italiana segue sendo um doce viajante, capaz de construir pontes e reescrever afinidades entre públicos distintos.
Francescantonio Pollice, presidente do Cidim e da Aiam (Associação Italiana de Atividades Musicais), ressalta o propósito da ação: “Depois da extraordinária exibição do Trio Hèrmes, outros cinco jovens e talentuosos músicos se apresentam esta noite no Cairo. Este espetáculo faz parte do nosso projeto ‘Giovani talenti musicali italiani nel mondo’, que há anos promovemos em sinergia com a Accademia Musicale Chigiana e a Fondazione Accademia Internazionale Incontri col Maestro. O Egito aprecia este repertório, e para muitos artistas italianos o país se tornou um território fascinante a explorar e conquistar. Tudo isso é possível graças ao apoio convicto do Istituto Italiano di Cultura, que sustenta a iniciativa do Cidim de promover as novas gerações, oferecendo-lhes palcos ao redor do mundo.”
O programa anunciado para a noite traz composições de nomes que são verdadeiros pilares da tradição musical europeia: Rossini, Verdi, Puccini e Mozart. Segundo Maurizio Guerra, diretor do Istituto Italiano di Cultura do Cairo, “com um repertório riquíssimo que inclui melodias desses mestres, o que oferecemos ao público local é uma noite inesquecível, capaz de emocionar graças ao refinamento artístico de um quinteto de grande estatura. Trazer as excelências da música italiana para o Egito tornou-se, em colaboração com o Cidim, uma tradição apreciada pelo público local, uma prática que ajudou a fortalecer o laço entre as duas culturas.”
É relevante observar que o projeto ‘Giovani talenti musicali nel mondo’ não nasce isolado: ele é apoiado pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália, por meio da rede de embaixadas, Istituti Italiani di Cultura e consulados gerais espalhados pelo mundo. Essa arquitetura institucional funciona como um roteiro que leva novos intérpretes para palcos internacionais — uma coreografia diplomática onde a arte se torna instrumento de diálogo e memória coletiva.
Enquanto a plateia cairota se prepara para receber o quinteto desta noite, é interessante pensar na cena como um espelho do nosso tempo: a circulação de repertórios clássicos cria um eco cultural que reconfigura identidades e abre novas leituras sobre a tradição. A iniciativa do Cidim, apoiada por instituições centenárias como a Accademia Chigiana e por fundações dedicadas ao gesto pedagogico, funciona como um reframe da realidade — a música, aqui, não é apenas entretenimento, mas um roteiro oculto que vincula passado e presente, Itália e Mediterrâneo.
Para mais informações e cronogramas, o público e os profissionais interessados podem consultar os sites do Cidim e do Istituto Italiano di Cultura do Cairo. O concerto de hoje reafirma que, na geografia das trocas culturais, o som é uma bússola: orienta diálogos, mapeia afetos e celebra a persistência de um legado que se renova nas mãos dos jovens.






















