Por Stella Ferrari — Em mais um episódio que testa a resistência das malhas logísticas europeias, o aeroporto de Berlim-Brandemburgo (BER) teve suas operações totalmente interrompidas na manhã de hoje devido ao fenômeno conhecido como gelo negro. Após uma série de cancelamentos registrados ontem por causa do mau tempo, a situação agravou-se quando a camada escorregadia se formou sobre o asfalto, tornando impossível o deslocamento das aeronaves, apesar das operações de de-icing conduzidas durante toda a noite.
Fontes do terminal confirmam que a chuva congelada cobriu as aeronaves estacionadas, obrigando as equipas técnicas a realizar intervenções demoradas para remover o gelo acumulado. A administração do aeroporto informou que, no momento, não há previsão para a retomada regular das operações, deixando milhares de viajantes em espera — muitos deles já retidos no interior dos terminais desde a noite anterior.
A recomendação oficial é que os passageiros verifiquem constantemente o estado de seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto. A paralisação afeta todos os voos de saída e chegada ao BER, com impactos diretos não apenas no transporte de pessoas, mas também na cadeia de suprimentos e nas conexões comerciais que dependem do hub berlinense.
Do ponto de vista macroeconômico, episódios como este são lembretes contundentes de como choques climáticos funcionam como freios temporários ao motor da economia. As interrupções nos aeroportos reverberam em turismo, logística e comércio exterior, exigindo respostas rápidas das empresas e dos gestores públicos para mitigar perdas. Em um contexto de volatilidade climática crescente, a capacidade de resposta operacional — a verdadeira calibragem dos sistemas de crise — torna-se critério de competitividade sustentável.
O inverno rigoroso que atinge Berlim há semanas, com neve e chuvas geladas persistentes, tem causado atrasos e cancelamentos em massa nas redes de transporte. Técnicos aeroportuários trabalham sem trégua para remover o gelo, mas o chamado gelo negro (camada fina e transparente que torna superfícies extremamente escorregadias) exige procedimentos cautelosos e tempo para garantir a segurança das operações.
Para passageiros e operadores do setor, a situação impõe a adoção de estratégias imediatas: rebooking de voos, replanejamento de rotas terrestres quando viável e comunicação pró-ativa com companhias aéreas. Empresas com cadeias sensíveis devem acionar planos de contingência logísticos para reduzir a exposição a atrasos. No front regulatório e de gestão de risco, é imperativo que aeroportos e autoridades revejam protocolos de resposta a condições adversas, investindo em equipamentos e procedimentos que acelerem a retomada sem comprometer a segurança.
Enquanto não há previsão de normalização, a recomendação prática permanece: passageiros devem checar o status de seus voos junto às companhias aéreas e ao aeroporto de Berlim-Brandemburgo antes de qualquer deslocamento. Em termos macro, a ocorrência reforça a necessidade de robustez operacional e de políticas públicas que considerem o impacto crescente de eventos climáticos extremos sobre o transporte aéreo — uma calibragem fina entre agilidade operacional e segurança.
Resumo prático: Gelo negro paralisa operações no BER; todos os voos suspensos; intervenções de de-icing em curso; sem previsão de retomada; passageiros devem acompanhar atualizações das companhias aéreas.






















