Por Marco Severini — A nação americana acompanha com apreensão o caso do **sequestro** que vitimou a mãe da apresentadora da NBC, **Savannah Guthrie**. Autoridades afirmam que **Nancy Guthrie**, 84 anos, foi raptada no sábado à noite na residência em que morava, próxima a **Tucson**, no **Arizona**.
O desaparecimento foi identificado no dia seguinte, quando a idosa não compareceu à missa. Investigadores relataram sinais de arrombamento na casa. Vários veículos de imprensa informaram que nos dias anteriores ao sumiço chegaram supostas exigências de resgate, materiais que agora estão sob custódia da polícia.
O xerife do condado de Pima, **Chris Nanos**, declarou publicamente que a ausência de **Nancy Guthrie** não se deve à demência nem foi voluntária. As autoridades também ressaltaram que ela tem mobilidade reduzida e depende de medicamentos diários, informação que agrava a urgência da investigação.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a apresentadora **Savannah Guthrie** fez um apelo emocionado pelo retorno da mãe e afirmou que a família está “pronta a falar” com o sequestrador, mas exigiu uma prova de vida clara: “Precisamos ter certeza de que ela está viva e de que está em suas mãos”. No registro, visivelmente abalada e na companhia da irmã **Annie** e do irmão **Cameron**, Savannah lembrou a condição cardíaca da mãe e a necessidade contínua de medicamentos.
Pouco depois da divulgação do vídeo, o ex-presidente **Donald Trump** ligou para a apresentadora. Segundo a mensagem pública, Trump disse ter instruído “todas as forças policiais federais e locais” a colocarem-se imediatamente à disposição da família. “Estamos empregando todos os recursos para trazer a mãe de volta sã e salva. As orações da nossa nação estão com ela e sua família. Deus abençoe e proteja **Nancy**”, afirmou.
Contextualmente, **Savannah Guthrie** é casada com o consultor de comunicação e figura política democrática **Michael Feldman**, antigo conselheiro do Partido Democrata e chefe de gabinete de Al Gore na campanha de 2000. Guthrie atuou como correspondente da Casa Branca entre 2008 e 2011, durante o primeiro mandato de Barack Obama, e hoje é uma das âncoras do **The Today Show**.
Do ponto de vista estratégico e simbólico, trata-se de um movimento que reverbera além do fato criminal: a mobilização pública de um ex-chefe de Estado fortalece a visibilidade do caso, ao mesmo tempo em que recria, no tabuleiro da opinião pública, um alinhamento tático entre autoridades e atores mediáticos. As autoridades locais mantêm a investigação ativa, e fontes policiais advertem que o curso das próximas horas será crítico para garantir a integridade física da vítima.
Enquanto os alicerces da diplomacia doméstica e da segurança pública se rearranjam ao redor deste episódio, a sociedade observa, como num mapa, as linhas de influência que se redesenham — e aguarda por uma prova de vida que permita transformar o apelo em ação coordenada e eficaz.





















