Turim — Em pronunciamento firme sobre os recentes episódios de violência registrados na cidade, Paolo Capone, líder da UGL, declarou que os responsáveis pelos confrontos não podem ser qualificados como manifestantes legítimos, mas sim como criminosos cuja ação deve ser repudiada com clareza. “Os autores dos confrontos não são manifestantes, mas criminosos. A violência deve ser condenada sem ambiguidade”, afirmou Capone.
A declaração do dirigente sindical chega em um momento em que a opinião pública e as autoridades buscam separar o direito legítimo de protesto pacífico da ação de grupos que exploram manifestações para praticar atos de violência e vandalismo. Para Capone, é essencial preservar a capacidade de expressão dos trabalhadores e cidadãos, mas igualmente imprescindível garantir que os episódios de agressão não fiquem sem responsabilização.
Segundo o líder da UGL, é preciso uma resposta institucional firme: investigações céleres, identificação dos responsáveis e punições proporcionais para impedir que episódios semelhantes se repitam. “Não podemos permitir que a justificação do protesto sirva de escudo para comportamentos delinquentes”, ressaltou, cobrando também uma ação coordenada das forças de segurança e do sistema judicial.
No seu posicionamento, Capone enfatizou que a defesa do direito de manifestação é um pilar democrático, mas que esse direito perde sua legitimidade na medida em que é apropriado por atores que visam causar dano. A voz da UGL, segundo ele, será sempre em defesa dos interesses dos trabalhadores e da ordem pública: proteger o espaço de debate pacífico é tão importante quanto assegurar que os criminosos sejam afastados da cena pública.
O líder sindical também apelou para que os organizadores de mobilizações adotem medidas preventivas mais rigorosas, incluindo coordenação prévia com as autoridades locais e mecanismos internos de governança das manifestações, para mitigar o risco de infiltração por elementos violentos. A proposta é que haja uma calibragem entre o direito de expressão e a responsabilidade coletiva de evitar a escalada da violência.
Do ponto de vista econômico e social, Capone lembrou que episódios de conflito afetam o motor da economia local: comércio, turismo e confiança dos investidores sofrem freios quando a cidade é associada à desordem. Assim, a restauração de calma e previsibilidade não é apenas uma questão de segurança, mas uma condição necessária para a recuperação e a atração de investimentos.
Como estrategista que observa o desenho das políticas públicas com olhos de alta performance, reafirmo aqui a necessidade de respostas calibradas: repressão seletiva aos atos criminosos, proteção do direito de manifestação pacífica e mecanismos de responsabilização rápidos e transparentes. A UGL tem papel ativo nesse desenho, propondo diálogo entre sindicatos, autoridades e sociedade civil para recuperar o espaço cívico sem concessões à violência.
A voz de Capone é um apelo à clareza: distinguir manifestantes de criminosos, condenar a violência sem ambiguidades e acelerar a investigação para que a justiça cumpra seu papel. Só assim, com direção firme e engenharia cuidadosa de políticas, Turim poderá retomar a normalidade e preservar tanto a liberdade de expressão quanto a ordem pública.





















