Por Stella Ferrari — A notícia ganhou tração nas últimas horas: a cidade de Sanremo recebeu o sinal verde da família para avançar com a instalação de uma estátua em homenagem a Pippo Baudo. A confirmação partiu da discretíssima secretária histórica do apresentador, que atribuiu palavras claras ao consenso: “Ci stiamo lavorando, ma il consenso c’è”.
O projeto, idealizado pelo prefeito Alessandro Mager, busca replicar um gesto institucional já conhecido na cidade — a estátua dedicada a Mike Bongiorno, inaugurada em fevereiro de 2013. Assim como naquele caso, a administração local quer equilibrar o simbolismo cultural com a necessária concordância dos herdeiros: os filhos Tiziana e Alessandro e a assistente de longa data, Dina Minna.
Em entrevista recente, o prefeito explicou que a proposta não enfrentaria obstáculos jurídicos, mas depende do aval familiar para evitar que uma iniciativa de memória pública se transforme em controvérsia. “Para nós não é um problema jurídico. … Auspichiamo una condivisione”, disse Mager, reforçando a busca por um consenso que honre a trajetória do comunicador.
A declaração de Dina Minna ao semanário Oggi abre caminho para a concretização: a família estaria disponível para a estátua, restando apenas fechar o desenho, a localização exata e o cronograma de inauguração. É praticamente certo que a obra não ficará pronta a tempo do próximo Festival de Sanremo, mas o município já avalia outra data simbólica para a apresentação pública.
O momento mais provável para a inauguração, segundo Mager, seria a celebração dos 90 anos de Pippo Baudo, em 7 de junho — uma data que mistura pertinência simbólica e oportunidade de comunicação cultural. Em termos de posicionamento, o prefeito cogita instalar a peça em frente ao Teatro Ariston, ou alternativamente, junto à estátua de Mike Bongiorno, local que já atrai carinho e atenção dos transeuntes.
Do ponto de vista urbano e simbólico, a operação exige uma calibragem fina: a obra precisa dialogar com o repertório arquitetônico e afetivo da cidade, preservando o design do espaço público e evitando ruídos. É uma decisão que afeta o patrimônio imaterial de Sanremo e, ao mesmo tempo, movimenta a narrativa turística e cultural da cidade — um verdadeiro ajuste de motor entre memória e atratividade.
Resta agora o detalhamento técnico e financeiro: escolha do escultor, materiais, custo e manutenção. Também serão definidas as formalidades protocolares para a inauguração. Entre as possíveis questões logísticas, a maneira como a estátua será integrada ao percurso dos visitantes e à mobilidade local exige projeto e consenso institucional.
Em suma, o processo segue em andamento com sinal verde dos familiares e com a administração municipal calibrando os próximos passos. A previsão é por uma cerimônia que combine homenagem afetiva e estratégia cultural, acionando o motor simbólico de Sanremo para uma nova etapa de celebração da sua história televisiva.






















