Em um encontro realizado no Senado, por ocasião do Dia Mundial do Câncer, Judit Gonzalez Sans, diretora-executiva da Danone Nutricia para Itália e Grécia, traçou um panorama claro: é preciso construir um ecossistema em que cada ator cumpra seu papel para responder às necessidades dos pacientes oncológicos. “Dobbiamo creare un ecosistema donde ognuno fa la sua parte”, disse ela, lembrando que a indústria tem um papel central na jornada do cuidado.
Essa fala ecoa como um convite à colheita de hábitos mais integrados entre saúde pública, profissionais, indústrias e famílias. Segundo Gonzalez Sans, como empresa líder, a Danone Nutricia tem o dever de inovar com produtos que forneçam respostas concretas aos desafios nutricionais do tratamento oncológico. O objetivo não é apenas aliviar sintomas: é contribuir para uma melhor qualidade de vida e, simultaneamente, reduzir os custos que recaem sobre o Sistema Nacional de Saúde, gerando benefícios para a saúde pública.
No tom de quem observa as estações e entende que cada fase exige uma atenção diferente, Gonzalez Sans ressaltou a importância de soluções especializadas de nutrição médica em oncologia. Em um cenário onde o corpo do paciente passa por um verdadeiro inverno de esforços e perdas, a nutrição aparece como uma espécie de primavera programada — ações que ajudam a preservar massa muscular, força e bem-estar, pilares para suportar terapias e recuperar rotas vitais do dia a dia.
O encontro no Senado serviu para dialogar sobre como integrar inovação, políticas públicas e cuidados personalizados. A executiva enfatizou que produtos e estratégias de nutrição desenvolvidos com responsabilidade científica e proximidade clínica não apenas atendem ao paciente, mas podem aliviar pressões econômicas sobre o sistema público de saúde, traduzindo-se em ganhos coletivos para a comunidade.
A proposta é clara: construir uma rede colaborativa onde hospitais, profissionais de saúde, indústria e famílias compartilham conhecimento e responsabilidade. Esse mosaico — pensado como a respiração de uma cidade que se organiza para proteger seus habitantes — pode transformar a experiência do tratamento em algo mais humano e efetivo.
Para além das palavras institucionais, há um apelo sensorial e prático. Inovar em nutrição para câncer significa criar produtos que respeitem o paladar, que sejam fáceis de integrar ao cotidiano médico e doméstico, e que atendam às necessidades metabólicas específicas de quem enfrenta a doença. É um trabalho que demanda pesquisa, empatia e a coragem de pensar além do produto: tratar a nutrição como parte de um ciclo de cuidado.
Fecho esta crônica com a sensação de que estamos diante de uma colheita possível: quando a indústria assume seu papel, quando políticas e práticas se alinham, a promessa é dupla — mais qualidade de vida para o paciente e mais sustentabilidade para o sistema de saúde. Alessandro Vittorio Romano, Espresso Italia.





















