Em um gesto rápido que uniu técnica, experiência e compaixão, uma mulher de 99 anos foi salva após sofrer um infarto agudo do miocárdio no Policlínico de Catania. A equipe da Unidade de Cardiologia do presidio Rodolico, coordenada pelo dr. Davide Capodanno, realizou com sucesso uma angioplastia primária com ricanalização da artéria coronária ocluída.
Os socorristas do serviço de emergência 118 chegaram ao local, avaliaram a paciente e transmitiram em tempo real o eletrocardiograma à Cardiologia do hospital, ativando o percurso de emergência estabelecido para infartos. Essa troca imediata de informações entre o território e o hospital foi decisiva para encurtar o tempo entre o início dos sintomas e a intervenção.
Após uma avaliação clínica que mostrou condições gerais estáveis, e com a concordância dos familiares, a equipa médica indicou a realização urgente do procedimento. No centro cardiovascular, os especialistas conseguiram recanalizar a artéria obstruída e restabelecer o fluxo coronário, diminuindo o risco de dano cardíaco maior.
Giorgio Giulio Santonocito, diretor geral do Policlínico universitário, comentou que a história de recuperação da senhora Laura confirma que a rapidez dos socorros e a integração entre emergência territorial e hospitalar são essenciais para salvar vidas. “A colaboração entre os profissionais que trabalham diariamente para tratar pacientes faz a diferença também em idades extremamente avançadas”, afirmou Santonocito, desejando à paciente plena recuperação.
O desfecho positivo desta intervenção nos lembra que, mesmo em idades muito avançadas, o corpo responde quando recebe cuidados adequados no tempo certo — como se a cidade, ao respirar em uníssono com a urgência, permitisse ao corpo encontrar seu próprio ritmo de cura. É a colheita de hábitos e sistemas que funcionam em conjunto: o socorro rápido, a comunicação clara e a perícia técnica.
Nos dias seguintes ao procedimento, a paciente permaneceu em observação na unidade de Cardiologia, com sinais vitais estáveis e sem complicações imediatas, enquanto a equipa planejava os próximos passos para a reabilitação e acompanhamento. O caso reafirma o papel da medicina intervencionista contemporânea e a importância de manter caminhos de emergência eficientes, sobretudo para os mais velhos, cujo tempo interno do corpo pode ser frágil, mas ainda capaz de surpreender.
Como observador atento das pequenas grandes cenas do cotidiano italiano, penso na recuperação da senhora Laura como o despertar lento de uma paisagem após uma noite tempestuosa: a cidade ajuda, o trabalho coletivo sustenta, e a vida, às vezes, encontra sua maneira de florescer novamente.






















