Reforma para pessoas com deficiência: Fnopi destaca papel estratégico dos enfermeiros na rede territorial
A Federazione nazionale Ordini della professioni infermieristiche (Fnopi) saudou o início da nova fase experimental do sistema previsto pelo decreto legislativo n. 62 de 2024, que simplifica o processo de reconhecimento da invalididade civil e inaugura a avaliação multidimensional para a elaboração do Progetto di vita. É um passo que, nas palavras da federação, aproxima a assistência da pessoa e de sua família, como se a cidade respirasse com mais atenção às necessidades de quem caminha por suas ruas.
A reforma, promovida pela ministra para as Disabilità, Alessandra Locatelli, coloca a pessoa no centro, superando um modelo que até então se concentrava apenas no reconhecimento formal da incapacidade. Essa mudança de perspectiva — do selo burocrático para a escuta integral — transforma o modo de cuidar em um mapa mais rico, onde cada profissional é um ponto de apoio na rede de vida do indivíduo.
Nesse novo diagrama de cuidado, a profissão enfermeira reafirma seu papel estratégico, sobretudo no nível territorial. Graças às competências específicas do enfermeiro de família e comunidade, a Fnopi sublinha como a presença desses profissionais nas áreas locais é fundamental para que a avaliação multidimensional não seja apenas um formulário, mas uma verdadeira leitura das raízes do bem-estar.
Os Ordini provinciais já estão mobilizados para envolver seus inscritos no percurso formativo promovido pelo ministério das Disabilità. A formação é considerada indispensável para garantir que todos os operadores sanitários e sociossanitários adquiram os conhecimentos e as ferramentas necessárias a oferecer respostas integradas, evitando fragmentações que prejudicam quem necessita de cuidado contínuo. Em outras palavras: sem a colheita de hábitos formativos, a reforma corre o risco de ficar no papel.
Com a aprovação, pelo Conselho de Ministros, do decreto-lei Pnrr, o projeto, após uma fase inicial de envolvimento de 20 províncias, será ampliado. A partir de 1º de março de 2026, a iniciativa se estende a mais 40 territórios, ampliando a respiração da rede territorial e trazendo a prática mais perto das comunidades.
Como observador atento do cotidiano e dos ciclos que moldam o bem-estar, vejo nesta etapa uma sincronização vital entre políticas e prática clínica: é como ajustar o tempo interno do corpo às estações da cidade. A aposta na formação e na valorização do trabalho comunitário dos enfermeiros pode traduzir a reforma em acolhimento efetivo, em projetos de vida que respeitem a singularidade de cada pessoa.
Em resumo, a Fnopi acolhe a reforma como uma oportunidade de transformar procedimentos em cuidado integrado, lembrando que, para florescer, toda mudança precisa de raízes: investimento em formação, reconhecimento do papel territorial dos profissionais e uma visão que coloque a pessoa e a família como centro do percurso de assistência.






















