ROMA — Em um gesto que combina memória, esperança e investimento no futuro da medicina, a Fundação Gianni Bonadonna, com o apoio do Grupo Prada e em colaboração com a Escola Europeia de Oncologia (ESO), anunciou os vencedores da prestigiada bolsa Gianni Bonadonna. Em sintonia com o Dia Mundial de Luta contra o Câncer, três jovens médicos foram selecionados para passar um ano em centros oncológicos internacionais e desenvolver projetos de pesquisa que prometem alimentar novas rotas de conhecimento na oncologia.
Os premiados são Matteo Maria Naldini, Francesco Romano e Leonardo Brunetti. Cada um receberá suporte para integrar equipes estrangeiras, imergir em ambientes de excelência e transformar perguntas clínicas em respostas concretas. A iniciativa honra a trajetória de Gianni Bonadonna, um dos pilares da oncologia clínica, mantendo viva a sua missão de formar pesquisadoras e pesquisadores capazes de renovarem práticas e esperanças.
Entre os projetos anunciados, destaca-se o de Leonardo Brunetti, que recentemente concluiu sua especialização em Oncologia Médica. Brunetti trabalha no Fondazione Policlinico Universitario Campus Bio-Medico de Roma e atua como pesquisador clínico na Phase 1 Unit do Imperial College de Londres. Há anos dedicado à imunoterapia do câncer de pulmão e ao estudo de marcadores de resposta e resistência às terapias, ele seguirá para o Dana-Farber Cancer Institute em Boston, onde aprofundará seu trabalho no carcinoma pulmonar de não pequenas células (NSCLC).
Os outros dois laureados — Matteo Maria Naldini e Francesco Romano — também receberão a oportunidade de desenvolver projetos em institutos oncológicos internacionais, entrando em redes científicas que potencializam o intercâmbio de ideias e práticas. A bolsa proporciona não só o tempo e o lugar para a pesquisa, mas também a chance de criar raízes de colaboração que florescerão ao retorno ao país de origem.
Como alguém que observa a paisagem da saúde com o olhar atento de quem sente o tempo do corpo e o ritmo das estações, vejo essa iniciativa como uma semeadura: pequenas ações — bolsas, parcerias, mobilidades — que criam solo fértil para colheitas futuras. Em um cenário onde o conhecimento avança em marés, o ano de experiência no exterior funciona como uma maré que traz novos nutrientes para a costa da prática clínica nacional.
A escolha de anunciar os vencedores no Dia Mundial contra o Câncer não é casual. É um lembrete de que a luta contra a doença é feita tanto de tecnologias e protocolos quanto de pessoas dispostas a atravessar fronteiras físicas e intelectuais. A Fundação, o Grupo e a ESO reafirmam, com este gesto, seu compromisso em investir nas próximas gerações de profissionais que transformarão o cuidado ao paciente.
Do ponto de vista humano, cada partida e cada retorno carrega transformação: os médicos voltam com bagagens científicas, mas também com sensações e perspectivas que enriquecem a prática diária — como a respiração renovada de uma cidade ao amanhecer.
Redação Espresso Italia — Alessandro Vittorio Romano






















