Por Alessandro Vittorio Romano — Em um momento em que a paisagem da saúde pública se transforma como uma estação em transição, o Texto único sobre legislação farmacêutica inclui uma importante mudança de canal distributivo que promete aproximar o medicamento do paciente. Foi essa visão — prática e sensível — que o subsecretário da Saúde, Marcello Gemmato, apresentou no digital talk ‘Verso la nuova legislazione farmaceutica. Il confronto tra istituzioni, industria e cittadini’, promovido pela Adnkronos em colaboração com a Egualia.
Na prática, a proposta prevê deslocar a distribuição de fármacos da via direta — tradicionalmente centralizada nos hospitais e em modelos internos — para um circuito mais capilar: as farmácias públicas, privadas e convenzionadas, ou seja, aquela farmácia de bairro que conhecemos pelo nome. Essa mudança não é apenas logística; é um gesto de proximidade, como plantar um pomar na cidade para que a colheita seja acessível a todos.
Gemmato explicou que os efeitos esperados são concretos: maior proximidade, melhor acesso ao medicamento, aumento da adesão terapêutica e, por consequência, melhor compliance das terapias. Em palavras do subsecretário, um paciente que segue corretamente o tratamento “evidentemente fica melhor, não se hospitaliza” — reduzindo a pressão sobre os serviços hospitalares e gerando economias para as contas públicas.
Essa economia, afirmou Gemmato, contribui para tornar mais sustentável o nosso sistema de saúde nacional público. É uma visão que liga a eficiência administrativa à experiência cotidiana das pessoas: quando o remédio está mais perto, o cuidado entra no ritmo do lar e do bairro, como uma respiração que harmoniza cidade e corpo.
Como observador do cotidiano italiano e guia para um estilo de vida conectado ao ambiente, vejo essa reforma como uma colheita de hábitos bem dirigida — sem abandonar a segurança dos hospitais, mas redistribuindo a responsabilidade para pontos de contato mais humanos. A mudança também implica desafios operacionais e de vigilância, e exigirá coordenação entre instituições, indústria e cidadãos, justamente o tema do debate promovido pela Adnkronos.
Ao fim, o projeto desenha um futuro em que a saúde se aproxima de nós, onde a farmácia de esquina volta a ser um ponto de referência para o cuidado contínuo. É uma transformação que fala do tempo interno do corpo e da cidade: quanto mais alinhados estiverem os ritmos — prescrição, distribuição e adesão — mais saudável será a paisagem coletiva.
Evento citado: digital talk ‘Verso la nuova legislazione farmaceutica. Il confronto tra istituzioni, industria e cittadini’ (Adnkronos, em colaboração com Egualia). Palavras de Marcello Gemmato, subsecretário à Saúde.






















