Reforma farmacêutica vista como vento que renova o sistema
Em um diálogo claro e cheio de propósito, Ugo Cappellacci, presidente da XII Comissão de Assuntos Sociais da Câmara dos Deputados, destacou os efeitos práticos do Testo unico sobre o cenário dos medicamentos fora de patente. Participando de um digital talk dedicado à reforma em curso na legislação farmacêutica, Cappellacci sublinhou que o projeto traz regras que favorecem a concorrência, a disponibilidade de medicamentos e a continuidade territorial no fornecimento — elementos que, juntos, prometem reorganizar a paisagem do setor como uma estação que se ajusta ao ritmo da terra.
Segundo Cappellacci, a proposta não nasce no vácuo: ela se conecta com medidas já previstas na lei orçamentária para 2026, que funcionam como uma semente antecipada do que a reforma irá consolidar. Entre esses pontos, sobressaem as proceduras públicas de aquisição voltadas para fármacos não biológicos off patent e para os equivalentes, concebidas para manter um equilíbrio sensível entre competição e segurança.
Ao falar da matéria, Cappellacci usou imagens que lembram uma colheita responsável: é preciso plantar regras que permitam concorrência sem sacrificar a segurança dos pacientes, e colher a disponibilidade contínua de medicamentos em todos os territórios. Essa é a promessa do Testo unico, na visão do parlamentar — um instrumento de riordino e stabilizzazione do sistema que alinha mercado, proteção ao usuário e governança pública.
Na prática, as novas normas visam a criar mecanismos que tornem as compras públicas mais eficientes e menos sujeitas a rupturas, especialmente para fármacos fora de patente, cuja competitividade de preços costuma favorecer a sustentabilidade do sistema de saúde. A proposta, portanto, é tanto técnica quanto simbólica: reorganizar processos para garantir que a respiração do sistema farmacêutico seja estável, mesmo diante de ventos imprevisíveis.
Como observador atento das interseções entre clima, hábitos e bem-estar, vejo nessa reforma uma mudança que se parece com o ajuste das estações: não se trata apenas de medidas administrativas, mas de alinhar políticas a ritmos humanos e territoriais. A expectativa é que, ao promover concorrência responsável e proteger a disponibilidade de medicamentos, o Testo unico ajude a criar um panorama mais justo e resiliente para pacientes, profissionais de saúde e distribuidores em toda a Itália.
O digital talk serviu, assim, para lembrar que leis são também paisagens que cultivamos: a qualidade da colheita futura depende das sementes e cuidados que plantamos hoje. Sob esse prisma, a proposta que Cappellacci defende aponta para um sistema farmacêutico menos fragmentado e mais seguro, onde a competição e a proteção caminham lado a lado.





















