Entrou no ar o segundo episódio do vodcast “Le 6 A – La salute si costruisce da piccoli”. Após a “A de aleitamento materno”, o novo episódio concentra-se na “A de aderência às vacinas“, pilar essencial da pediatria preventiva. O conteúdo foi produzido pela Adnkronos em colaboração com a Sociedade Italiana de Pediatria (SIP) e já está disponível no YouTube, Spotify e na seção de podcasts do site da Adnkronos.
Como lembra a pediatra de livre escolha e presidente da SIP Lazio, Teresa Mazzone, “apesar de as vacinas terem reduzido quase 50% da mortalidade infantil nos últimos 50 anos, elas ainda não conquistaram uma confiança plenamente consolidada”. No debate participaram também Silvia Ricci, membro do conselho diretivo da SIP, e Rocco Russo, responsável pelo Tavolo tecnico vaccinazioni da SIP.
O que preocupa os especialistas é a resistência que persiste para algumas doenças preveníveis, em especial o sarampo. Em 2024, a Itália registrou cerca de mil casos, ficando atrás apenas da Romênia no continente. Mazzone recorda que a obrigatoriedade contempla 10 imunizações: difteria, tétano, coqueluche, pólio, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b, sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Já as recomendadas incluem as vacinas contra meningococos (sorogrupos B, A, C, W, Y), rotavírus e o papilomavírus humano (HPV).
A distinção entre vacinas obrigatórias e recomendadas tem raiz histórica: antes da lei Lorenzin, de 2017, algumas coberturas estavam muito abaixo dos 95% exigidos para a imunidade de rebanho, que protege os mais frágeis — como os recém-nascidos que ainda não podem receber a primeira dose antes do 61º dia de vida.
Dados atualizados para 2024, relativos aos nascidos em 2021 e apresentados no vodcast “Aderenza alle vaccinazioni: perché è importante in età pediatrica”, mostram cobertura de 94,76% para o hexavalente e 94,64% para o sarampo. Aos 36 meses, a cobertura do sarampo alcança 95%. Contudo, ao observar os nascidos em 2016, a cobertura do sarampo cai para 84,79% — e a primeira dose de reforço para difteria, tétano, coqueluche e pólio está em torno de 85%.
Silvia Ricci alerta para o papel da desinformação: “subestimar os riscos do sarampo, acreditar que é uma doença branda ou desconhecer a importância da obrigação vacinal contribui para a queda das coberturas”. As fake news corroem a relação de confiança entre famílias e profissionais de saúde; por isso, defende-se educação em saúde desde a infância.
“O primeiro conselheiro é o pediatra“, reforça Mazzone. A informação que vem do consultório, seja do pediatra de família ou do hospital, é vital para ajudar pais e cuidadores a tomarem decisões conscientes sobre a proteção dos seus filhos.
Entre exemplos virtuosos citados pelos especialistas estão as campanhas de vacinação escolar na Puglia e iniciativas de oferta ativa em ambulatórios pediátricos, que aproximam a prevenção das rotinas familiares. Essas práticas mostram que a vacinação não é apenas um ato técnico, mas um gesto comunitário que alimenta o ciclo do cuidado: como uma poda bem feita que permite à planta crescer mais forte.
Enquanto caminhamos pelas estações da vida das crianças, a aderência às vacinas é a rotina que protege o tempo interno do corpo e a respiração da cidade. Investir em informação sensível, em diálogo contínuo com as famílias e em acesso facilitado às vacinas é colher saúde para o futuro — e ouvir, no pequeno ritmo dos bebês e das crianças, a promessa de comunidades mais seguras.






















