Por Aurora Bellini — Em tempos nos quais o preço do ouro alcança novos patamares, muitos redescobrem baús e porta-joias à procura de valor — e de liquidez. A valorização do metal amarelo, que em 2026 já superou os 5.100 dólares por onça, acende oportunidades, mas exige calma e conhecimento. Iluminar esse caminho evita erros e perdas: vender não precisa ser um salto no escuro.
Conversei com o joalheiro Massimiliano Astrologo, para a Espresso Italia, que resume o fundamental: antes de tudo, é preciso saber qual é o preço do ouro no momento de decisão. “As cotações acompanham os mercados internacionais e podem mudar várias vezes no dia”, afirmou. Por isso, consultar a cotação atualizada é o primeiro gesto de quem quer vender ouro com segurança.
Seguem os passos práticos recomendados por Astrologo, traduzidos aqui com a clareza e o cuidado que merecem peças que, além de valor material, carregam memória e história:
- Verifique a marcação (timbro): a maioria das joias de uso corrente é em ouro 18 quilates, marcada como 750. Existem também 585 (14K), 500 (12K), 375 (9K) e 333 (8K). O valor é calculado a partir do peso e da pureza (quilates).
- Pese em casa para ter uma referência: uma balança eletrônica de cozinha fornece apenas um parâmetro inicial; a pesagem oficial será feita pelo comprador com equipamentos certificados.
- Entenda o que está vendendo: muitas ofertas pagam pelo valor de fusão do metal — isto é, por grama e quilate — descontando pedras, cravações e trabalho artístico. Peças com gemas valiosas podem exigir avaliação específica.
- Compare propostas: procure mais de um estabelecimento — joalherias de confiança, casas de compra de ouro (compro ouro) autorizadas e leiloeiros, quando apropriado. Não venda sob pressão.
- Exija transparência e documento: lojas e pontos de compra devem ter licença visível. A lei exige registro da transação e apresentação de documento de identidade; pagamentos até 500 euros podem ser em espécie, acima disso devem ser por meio rastreável como transferência bancária.
- Peça o comprovante detalhado: nota que discrimine peso, quilates, taxa aplicada e valor pago. Assim você protege-se e mantém a rastreabilidade necessária.
- Evite ofertas clandestinas: vendedores de rua e pontos sem documentação geralmente oferecem preços baixos e risco jurídico.
Além desses passos, Astrologo aconselha planejar a venda: definir uma meta de preço por grama, acompanhar a cotação ao longo do dia e aproveitar janelas de menor volatilidade. “Vender ouro deve ser uma decisão informada, não uma reação ao calor do momento”, disse ele à Espresso Italia — um lembrete para agir com serenidade e clareza.
Transformar joias esquecidas em dinheiro pode iluminar novas possibilidades — desde uma reserva financeira até um investimento em projetos pessoais. Com postura cautelosa e escolhas informadas, você protege patrimônio e memória. É um pequeno renascimento: semeamos segurança, colhemos tranquilidade.
Resumo prático: saiba o preço do ouro atual, confira o timbre (quilates), pese como referência, compare ofertas, escolha estabelecimentos autorizados, exija registro e prefira meios de pagamento rastreáveis acima de 500 euros. Assim você converte metal em oportunidades, com cabeça e alma claras.






















