Benny, o cão resgatado do verniz tóxico, ganha nova chance
Em Los Angeles, um pequeno cãozinho chamado Benny foi encontrado coberto por um verniz tóxico de cor roxa. Mistura de Bassotto e Chihuahua, o animal foi achado por uma família que, sem condições de mantê-lo, o levou ao Deity Animal Rescue. A história, compartilhada nas redes pela cofundadora do abrigo, Ellen Ballon Dante, chegou até a nossa redação da Espresso Italia e revela um resgate que, entre medo e afeto, abriu um novo caminho para o pequeno.
Segundo Ellen, ao chegar ao abrigo o quadro de Benny preocupou a equipe. O cão estava assustado, mas surpreendentemente dócil. “Quando eu o peguei, ele encostou o focinho na minha face”, conta Ellen à Espresso Italia, num gesto que ilumina o carinho que muitas vezes nasce nas sombras de situações cruéis.
Aos olhos da equipe veterinária, a contaminação parecia ter afetado inclusive a região ocular: “Talvez a tinta tenha entrado no olho e ele ficou se coçando”, explicou Ellen. Como resposta imediata, os cuidadores aplicaram colírios, fizeram um banho profundo e cuidados locais. Ainda assim, a cor roxa do verniz não desaparecia facilmente — um sinal de que o produto era persistente e potencialmente agressivo.
Apesar do cenário, o diagnóstico foi de alívio: fora do desconforto e da sujeira, Benny mostrou-se um animal com boa saúde e um temperamento extraordinariamente amigável. Ellen descreve-o com ternura: “Ele é o tipo de cachorro mais doce, carinhoso e gentil que se possa imaginar”. Esse comportamento colaborativo facilitou os tratamentos e acelerou seu processo de recuperação física e emocional.
Nas semanas seguintes, enquanto a rotina do abrigo iluminava a recuperação do cão e os cuidados removiam o resíduo tóxico, surgiu uma adoção. Uma mulher que já havia acolhido outros filhotes do Deity Animal Rescue decidiu abrir a porta de sua casa mais uma vez. Hoje, Benny vive em um lar onde receberá atenção contínua, provas vivas de que pequenos gestos podem semear grandes renascimentos.
Esta história nos lembra, com clareza e compaixão, da responsabilidade coletiva frente ao bem-estar animal. Resgates como o de Benny revelam tanto as falhas quanto as soluções humanas: há quem inflija dano, mas também há redes de cuidado prontas para iluminar novos caminhos e tecer laços de proteção.
Enquanto a investigação sobre a origem do verniz e as circunstâncias do episódio prossegue, a prioridade permanece no cuidado do cão e na promoção de adoções responsáveis. A jornada de Benny — da coração de tinta à luz de um lar amoroso — é um lembrete de que, mesmo nas experiências mais escuras, é possível cultivar valores e gerar um horizonte límpido para vidas que merecem florescer.






















