Por Giulliano Martini — Apuração in loco, cruzamento de fontes e fatos brutos: Angelo Francesco Simionato, 22 anos, natural de Grosseto, foi preso por sua participação no espancamento de um policial durante os confrontos ocorridos em Torino no último sábado, na manifestação em defesa do centro social Askatasuna.
As imagens de vídeo, registradas por câmeras de segurança e por manifestantes, teriam sido determinantes para a identificação do suspeito. Segundo as apurações preliminares, Simionato foi reconhecido pelas roupas que usava nas gravações. De acordo com fontes policiais consultadas, o jovem é incensurato e mora em um município da província de Grosseto, aos pés do Monte Amiata.
O jovem foi preso sob as acusações de lesões, violência contra funcionário público e roubo em concurso. Seu nome foi o primeiro a constar no registro dos investigados relacionados à agressão ao agente. Investigadores apontam vínculo de Simionato com alguns centros sociais na Toscana, informação que está sendo verificada no âmbito das diligências em curso.
O episódio deixou 11 pessoas feridas no sábado à tarde, durante os confrontos que eclodiram no cortejo em defesa do centro social Askatasuna. Entre os feridos está um policial que, conforme mostram as imagens, foi cercado e agredido por um grupo de manifestantes mesmo após ter sido derrubado ao chão. A intervenção de um colega foi considerada providencial: ele conseguiu afastar o agressor e possibilitar o atendimento médico.
O agente atingido tem 29 anos, nasceu em Pescara, é casado e pai de uma criança. Ele pertence ao reparto móvel de Pádua e sofreu múltiplas contusões, conforme o boletim médico preliminar.
O protesto havia partido da estação de Porta Nuova em Turim, convocado em reação ao despejo do centro social Askatasuna, ocorrido há cerca de um mês. Organizações e participantes afirmaram ser “15 mil” os presentes no cortejo. A mobilização, segundo a investigação policial, evoluiu para confrontos com episodicamente cenas de violência contra agentes e danos a propriedades públicas e privadas.
Fontes envolvidas na investigação informam que as próximas etapas incluem a validação das imagens, o depoimento de testemunhas e o levantamento de eventuais responsabilidades coletivas. A prisão de Angelo Simionato é parte de uma operação maior de identificação dos participantes das agressões; a investigação prossegue com a análise de vídeos, mensagens e deslocamentos dos envolvidos.
Atualizaremos este texto à medida que novos elementos oficiais forem divulgados pelas autoridades competentes. A realidade traduzida pelos fatos continuará sendo o fio condutor desta cobertura.






















