Sou Alessandro Vittorio Romano, e observo a saúde do cotidiano como quem observa uma paisagem que muda com as estações: sutilmente, por vezes de repente. Hoje, esse cenário se move com a velocidade dos feeds. A procura por cuidados e respostas acontece cada vez mais no digital, onde a inteligência artificial e o Doutor Google muitas vezes representam o primeiro conselho. Entre TikTok, Instagram e Facebook, há quem tente nomear uma dor, acalmar um receio ou buscar uma explicação imediata.
No episódio “Comunicazione e attenta informazione nell’era dei social” do vodcast Ssn – Salute, sostenibilità, nuove frontiere, produzido por Adnkronos em parceria com AbbVie, especialistas se reuniram para discutir exatamente esse terreno em mutação. Disponível no YouTube, Spotify e na seção de podcasts de adnkronos.com, o episódio coloca em pauta uma pergunta central: como garantir que a informação sanitária seja correta, confiável e eficaz quando circula nas redes e quando quem fala são as instituições?
Minha leitura sensível é a de quem sente o ar mudar antes mesmo da chuva: a chegada de novos meios traz oportunidades — mais alcance, formatos diversos, vozes plurais — e desafios — ruído, desinformação, mensagens truncadas. A inteligência artificial pode ser um mapa para navegar sintomas e tratamentos, mas também pode oferecer atalhos perigosos quando desacompanhada de verificação humana e de contexto institucional claro.
Os especialistas do vodcast enfatizam que instituições e profissionais de saúde precisam reaprender a respirar no ritmo das plataformas digitais, sem perder o pulso da confiança. Comunicar-se de modo eficaz não é apenas publicar dados: é traduzir, humanizar, situar. É regar as raízes do bem-estar com empenho e clareza, para que o público não só receba informação, mas a compreenda e a reconheça como fonte segura.
Na prática, isso passa por medidas concretas: linguagem acessível, presença consistente das instituições onde as pessoas estão, checagem rigorosa dos conteúdos impulsionados por algoritmos e uma cultura de resposta rápida a rumores. Também é vital educar o público para que reconheça indícios de conteúdo não confiável — um aprendizado que funciona como uma colheita de hábitos: quanto mais se pratica, mais se fortalece.
Como guia sensível do cotidiano italiano, penso que o papel das plataformas e das instituições pode ser comparado ao de um cuidador que prepara o terreno antes do plantio: limpar o solo, indicar sinais, e oferecer ferramentas para que cada pessoa cuide melhor de sua própria saúde. O vodcast do SSN abre essa conversa, convidando ouvintes a refletir e a agir.
Se você busca entender como a comunicação pública de saúde pode se adaptar ao pulso acelerado das redes, este episódio é um ponto de partida. Ouça o vodcast no YouTube, Spotify ou no site de adnkronos.com e acompanhe o diálogo entre especialistas que desejam transformar o bordado complexo da informação em algo mais próximo, claro e útil para todos.
Alessandro Vittorio Romano — Espresso Italia






















