Sou Erica Santini, e convido você a saborear este momento como um cálice de prosecco sob a luz dourada de Veneza. Na noite de sábado, o coração da cidade se transformou em um salão dos sonhos: o Gran Ballo com Bridgerton — evento realizado em parceria com a Netflix para celebrar o lançamento da quarta temporada da série — abriu oficialmente o Carnevale di Venezia 2026 em Piazza San Marco.
Andiamo: a praça centenária virou um palco a céu aberto, onde a história dançou com o contemporâneo. A estética dos trajes remetia ao início do século XIX — tecidos suntuosos, rendas delicadas e cortes aristocráticos — e foram interpretados por bailarinos profissionais que trouxeram à vida coreografias elegantes e meticulosamente ensaiadas. Ao som das trilhas sonoras icônicas de Bridgerton, cada passo parecia um convite para navegar pelas tradições e pela fantasia.
O espetáculo não foi apenas visual; foi sensorial. Imagine o perfume leve de velas e flores misturado ao ar salgado da lagoa, o sussurro dos cetins e o estalo de sapatos sobre o piso histórico — tudo ajudando a construir uma atmosfera de Dolce Far Niente sofisticado. As evoluções coreográficas, afinadas nos mínimos detalhes, capturaram os olhares e os suspiros do público, oferecendo um dos momentos mais emblemáticos desta abertura de Carnaval.
Houve também um momento que parecia vindo de um conto: uma dança vertical espetacular. Dois artistas flutuaram, suspensos em eliosferas, desenhando no espaço movimentos leves e poéticos que ligaram o céu à arquitetura renascentista. A imagem dos bailarinos pairando sobre as colunas de Piazza San Marco ficou gravada como uma cena cinematográfica — um verdadeiro encontro entre a cidade e a fantasia.
Este Gran Ballo não apenas inaugurou as festas; lançou um convite: seguir descobrindo Venezia até 17 de fevereiro, quando o Carnevale di Venezia promete transformar a cidade numa grande ágora de surpresa, jogo e encanto. Para quem ama histórias que se veem, sentem e ouvem, a noite foi uma promessa cumprida.
Como curadora de experiências e apaixonada pela Itália, vejo nesses momentos a possibilidade de encontrar os segredos locais: um gesto, um olhar, a textura do tempo nas paredes. Ciao, e se você puder, venha experimentar essa mistura de passado e presente — porque Veneza, em noites como essa, canta e abraça de um jeito que poucas cidades conseguem.






















