Por Giulliano Martini — Apuração rigorosa e cruzamento de fontes.
A primeira-ministra Giorgia Meloni esteve nesta manhã em Torino para uma visita privada ao policial Alessandro Calista, do reparto móvel de Pádua, que foi cercado e agredido no sábado à tarde, 31 de janeiro, durante o cortejo contra o fechamento do centro social Askatasuna. A cerimônia no hospital Le Molinette teve duração de cerca de dez minutos; a primeira-ministra deixou a unidade sem prestar declarações aos jornalistas.
Em publicação na rede X, a chefe do governo escreveu: “L’Italia giusta è al vostro fianco e vi sostiene. Sempre” e divulgou um vídeo curto da visita aos dois agentes feridos na manifestação pró-Askatasuna em Torino. Em mensagem anterior, Meloni afirmou que esteve no hospital para levar, em nome do País, solidariedade a esses agentes e, por meio deles, a todas as categorias das forças de segurança envolvidas.
O agente Alessandro Calista, 29 anos, foi atacado por um grupo de aproximadamente dez homens vestidos de preto e com o rosto encoberto. Segundo o boletim médico e fontes policiais consultadas, ele recebeu chutes, socos e golpes de martelo. Calista permanece internado nas Le Molinette, acompanhado por outro colega; as condições são classificadas como não graves: múltiplas contusões e uma ferida por martelo na coxa esquerda, já suturada.
O governador do Piemonte, Alberto Cirio, também compareceu às Le Molinette durante a manhã. Autoridades hospitalares e da segurança pública confirmaram que 29 integrantes das forças de segurança foram conduzidos a diferentes hospitais de Torino após os confrontos registrados na manifestação.
Relatórios oficiais indicam que um agente segue em observação no CTO; dois dos atendidos, entre eles o policial de Pádua agredido, estão internados nas Le Molinette. A Agência sanitária regional, Azienda Zero, via Central Operativa do 118 de Torino, coordenou o transporte e registro de um total de 103 feridos decorrentes da mesma sequência de eventos.
Fatos brutos e cronologia: o protesto aconteceu na tarde de 31 de janeiro, convocado por opositores ao encerramento do centro social Askatasuna. As agressões ao efetivo do reparto móvel, segundo depoimentos e imagens coletadas, ocorreram em meio ao tumulto, com intervenção de grupos encapuzados. Investigações internas foram acionadas para identificar os autores e reconstruir as responsabilidades.
O cenário: uma mobilização que terminou em confrontos de grande intensidade, com impacto médico e operacional para as forças de segurança. Continuarei a acompanhar o caso com apuração in loco e cruzamento de fontes hospitalares e policiais para atualizações precisas e verificadas.





















