Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. A cidade de Niscemi se prepara para a reabertura das escolas na segunda-feira, 2 de fevereiro, segundo comunicado do prefeito Massimiliano Conti. A administração municipal informa que já foi concluído o traslado de 17 salas para os plessi previamente identificados e que o processo de mudança será finalizado ao longo do dia.
Permanece fechada, por estarem dentro da zona rossa assinalada no centro histórico, as escolas dos bairros Belvedere, Don Bosco e San Giuseppe. O fechamento segue critérios de segurança definidos pelos técnicos e validado pelo centro operacional comunale.
No front da mobilidade, o quarto Reggimento Genio Guastatori da Brigata Aosta iniciou hoje as operações de preenchimento do leito da via conhecida como Regia Trazzera San Michele di Ganzaria – Niscemi, com o objetivo de restabelecer os acessos necessários ao tecido urbano e facilitar o escoamento e as atividades agrícolas. A prefeitura estima que a via possa ser liberada para uso em aproximadamente uma semana.
Também foi divulgado no site institucional do município o “Modulo di richiesta assistenza”, documento pelo qual as pessoas reconhecidas como elegíveis podem solicitar as formas previstas de assistência: acolhimento em alojamentos, contribuições para acomodação autônoma e hospitalidade em residências de assistência sanitária.
Os vigili del fuoco (bombeiros) mantêm operações de apoio às famílias evacuadas, auxiliando no resgate de pertences pessoais. Ontem foram realizados 61 acompanhamentos a residências evacuadas, perfazendo um total de 447 intervenções desde o início da emergência. O quadro operacional foi atualizado ontem na Prefeitura de Caltanissetta, durante reunião do Centro di Coordinamento Soccorsi com a presença dos comandantes das forças de segurança, do comandante provincial dos bombeiros e em ligação remota com os Departamentos nacional e regional da Proteção Civil e o centro operativo comunale de Niscemi.
Na avaliação técnica apresentada pelo prefeito, são 137 os edifícios situados na faixa dos 50 metros do bordo da frana. “Os proprietários não voltarão mais às suas habitações”, afirmou Massimiliano Conti, ressaltando a impossibilidade, por enquanto, de permitir o retorno para recolhimento de bens devido à extrema periculosidade da área. Nesta manhã, registrou-se o colapso de um antigo prédio de três andares.
O prefeito declarou que será verificado se as chuvas recentes agravaram a situação e que serão realizados voos de observação a cada três horas. O monitoramento técnico está sendo executado pelo Departamento da Proteção Civil e os dados estão sendo cruzados. Confirmou-se o perímetro de 150 metros da zona rossa e foi solicitada uma cartografia detalhada do corpo da frana para sustentar decisões de segurança.
Sobre a investigação aberta pela procura de Gela, Conti enfatizou que a cidade é parte lesa. “Vou dormir com a consciência tranquila. Tudo será esclarecido com uma reconstrução pontual dos fatos. Niscemi é uma cidade de 25 mil habitantes e merece respeito. Não somos de segunda categoria. Niscemi existe e permanecerá”, afirmou.
Este é o raio-x da situação em Niscemi: reabertura parcial das atividades escolares, operações de emergência em curso, mobilização militar e de defesa civil para restabelecer vias e garantir assistência. A apuração prossegue em campo, com foco na segurança imediata e na documentação técnica que respaldará as próximas medidas.






















