Chegou ao fim a última rodada de The Voice Kids na Itália, apresentada por Antonella Clerici. Nas últimas Blind Auditions os cinco painéis de jurados – Arisa, Nek, a icônica Loredana Bertè e a dupla Clementino‑Rocco Hunt – finalizaram a composição de seus times, cada um formado por dez jovens vozes. Com as equipes completas, o programa agora se volta para as próximas fases: as Battles no sábado, 7 de fevereiro, e a grande Finale no dia 14 de fevereiro.
Mais do que um concurso, The Voice Kids funciona como um espelho do nosso tempo: revela como as novas gerações reinterpretam tradição vocal, identidade e emoção em pleno cenário digital. Aqui, o uso estratégico do Superpass — que envia um candidato diretamente à final — funcionou como um recurso dramático que reescreve trajetórias em instantes, moldando expectativas e narrativas em torno desses jovens artistas.
Como ficaram as equipes
A seguir, a formação completa de cada time, com os candidatos que avançaram nas Blind Auditions e os que conquistaram o Superpass:
- Team Loredana Bertè: Serena, Maya, Emma B. (na primeira edição das Blind interpretou “E poi” de Giorgia e fez com que Loredana Bertè usasse o seu Superpass diretamente para a final), Ginevra, Briana, Riccardo, Martina, Simona, Enola e Chiara.
- Team Nek: Giovanni, Emma M., Alessia, Adriana, Leonardo, Ylenia, Miriam (beneficiada diretamente pelo Superpass de Nek e já garantida na final), Giacomo, Silvia e Matteo.
- Team Clementino‑Rocco Hunt: Graziano, Francesco, Raffaello, Andrea, Michela, Francesco, Gabriele, Patrizia, Davide e Annagiulia, que conquistou o acesso imediato à final com o Superpass usado pela dupla.
- Team Arisa: Francesca, Angelo, Anna e Ginevra S. — para esta última Arisa utilizou o Superpass já na segunda edição das Blind Auditions — além de Lavinia, Rebecca, Fabiana, Chiara, Viola e Maria Rosaria.
O uso do Superpass confere um ritmo cinematográfico à competição: como um corte de edição que atravessa a narrativa, ele altera o destino de candidatos em um segundo, entregando-lhes visibilidade máxima e, ao mesmo tempo, abrindo perguntas sobre mérito, espetáculo e construção de carreiras.
Nos próximos episódios — as Battles — veremos como diretores e coaches transformarão essas vozes brutas em performances lapidadas. É ali que a dramaturgia do programa revela seu roteiro oculto: escolhas de repertório, arranjos e química entre mentor e pupilo costumam revelar não só talento, mas também a capacidade dos jovens de se situarem num mercado musical em mudança.
Para o público, resta acompanhar as batalhas e observar quem sobreviverá ao crivo dramático até a final de 14 de fevereiro. Em tempos em que reality shows são muito mais do que entretenimento, The Voice Kids permanece um barômetro cultural — uma pequena cena que espelha desejos, memórias e o redesenho do futuro artístico europeu.






















