CATANIA, 31 de janeiro de 2026 — Esta manhã, o Auditório do Departamento Materno Infantil do Presídio Hospitalar ARNAS Garibaldi-Nesima acolheu um encontro que respirou cuidado e escuta: o evento formativo ECM “La salute delle donne con neoplasia ginecologica: la cura oltre la terapia“. Reunindo profissionais de múltiplas disciplinas, a iniciativa focou em práticas que olham para a mulher como um todo, integrando técnica, emoção e rede de apoio.
Logo nas primeiras horas, a sala ganhou vida com a chegada de médicos, enfermeiros, psicólogos e outros especialistas, todos com um propósito comum: refletir e aprofundar um modelo de atenção que vá além da eficácia dos tratamentos e abrace a pessoa em sua totalidade — seu tempo interno, suas rotas de afeto e sua respiração cotidiana.
Os trabalhos foram abertos após as saudações de Mauro Sapienza, diretor sanitário do Arnas Garibaldi. Em seguida, Giuseppe Ettore, diretor do Departamento Materno Infantil, e Roberto Bordonaro, diretor do Departamento Oncológico, deram as boas-vindas aos presentes, ressaltando que investir em formação multidisciplinar equivale a investir na qualidade do cuidado: “Iniciativas como esta consolidam uma visão de saúde que coloca a pessoa no centro, promovendo caminhos de tratamento cada vez mais integrados, apropriados e próximos às necessidades reais das pacientes”, afirmou Ettore.
O discurso de Bordonaro aprofundou o sentido do encontro, lembrando que a oncologia não pode se limitar ao protocolo clínico: “A cura da mulher com neoplasia ginecológica exige atenção às dimensões humana, psicológica e social da doença — construir percursos partilhados e uma rede que acompanhe a paciente em cada etapa é essencial”, enfatizou.
As sessões da manhã foram um mosaico de experiências profissionais e relatos humanos. Temas como o direito ao esquecimento oncológico, as necessidades emergentes das pacientes, o papel central do cuidador, a qualidade de vida e as transformações físicas e psicológicas vinculadas ao adoecer ocuparam o debate. Houve também amplo espaço dedicado às terapias de suporte, à tomada em carga por parte da enfermagem e ao valor da rede hospital-território para garantir continuidade e adequação do atendimento.
Um dos momentos mais sensíveis foi a voz das próprias pacientes e das associações, que trouxeram ao centro do diálogo a força da escuta e da partilha. Em suas falas ficou claro que, além dos fármacos e procedimentos, a presença atenta de pessoas e serviços faz a diferença no percurso de cura — quase como a colheita de hábitos que sustentam a vida após o tratamento.
A guia científica do evento coube a Giusi Blanco (UOC Oncologia ARNAS Garibaldi) e a Mirella Sapienza (UOC Ginecologia e Obstetrícia ARNAS Garibaldi), que coordenaram as intervenções e as mesas de discussão. O encontro reafirmou a necessidade de combinar competência técnica com sensibilidade humana, fortalecendo um modelo assistencial onde a cura além da terapia não é um slogan, mas uma prática concreta.
Como observador atento, vejo esse tipo de iniciativa como a respiração renovada de uma cidade que aprende a cuidar: é a trama do serviço público e das comunidades que se entrelaça para oferecer não apenas tratamento, mas companhia, informação e dignidade às mulheres que enfrentam o desafio de uma neoplasia ginecológica.






















