Por Giulliano Martini. Uma jovem de 18 anos denunciou ter sido vítima de violência sexual na área da estação de Porta Garibaldi, em Milão, na madrugada de quinta-feira, por volta das 3h30. Segundo o relato formalizado posteriormente às autoridades, a vítima, de origem ucraniana, estava em estado de alteração quando se dirigiu aos trilhos acompanhada por um homem que havia conhecido na mesma noite. Na sequência, ela afirma ter sido levada para uma galleria ou túnel da estação, onde ocorreu a agressão.
A mesma noite, a jovem foi encaminhada pelo serviço de emergência 118 à Clinica Mangiagalli. No atendimento hospitalar não foram detectados sinais físicos de violência, observação que as equipes médicas ressaltam não ser, por si só, elemento eliminatório para a identificação de abuso sexual.
Inicialmente a jovem não apresentou queixa à polícia. Posteriormente, porém, registrou a denúncia que deu início às investigações da Polfer (Polícia Ferroviária). As autoridades estão realizando o cruzamento de imagens de câmeras de vigilância da estação e de áreas adjacentes, além de diligências para ouvir testemunhas e recolher eventuais provas complementares.
Fontes oficiais consultadas pela reportagem informam que, de acordo com o depoimento da vítima, o homem teria se aproveitado de sua diminuição temporária da capacidade de entendimento e de vontade para afastá-la do fluxo da estação e praticar o ato contra sua vontade. Até o momento não há, publicamente, informações sobre identificação ou prisão de suspeitos.
Na linha de apuração, a Polfer prioriza a análise das imagens internas e externas da estação, o levantamento de registros de entrada e saída, e o confronto de horários para traçar a sequência dos fatos. A investigação busca também eventuais sinais clínicos ou testemunhais que corroborem o relato, respeitando protocolos de acolhimento à vítima e medidas de preservação de prova.
Esta redação procedeu ao cruzamento de fontes com informações institucionais e protocolos médicos para apresentar um quadro factual, limpo de especulações. A apuração in loco prossegue enquanto as autoridades seguem com as diligências. As autoridades competentes foram procuradas para esclarecimentos e permanecem como interlocutoras oficiais sobre o caso.
O caso reabre o debate público sobre segurança em áreas ferroviárias e procedimentos de proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade nas estações urbanas. Reportaremos atualizações assim que houver novas informações oficiais.





















