Jannik Sinner foi eliminado por Novak Djokovic na semifinal do Australian Open 2026, em um confronto que durou mais de quatro horas e foi decidido em cinco sets. A eliminação do tenista italiano gerou críticas e comentários variados; entre os defensores públicos de Sinner está o ex-jogador e comentarista Paolo Bertolucci, que reagiu com veemência às críticas.
Em publicação na rede X, Bertolucci afirmou que não há motivo para execrar Sinner após uma campanha de alto nível: “Avviso ai naviganti! Sinner ha reso scontato qualcosa di eccezionale. Nello sport come nella vita esistono le vittorie ma anche le sconfitte” (Aviso aos navegantes: Sinner alcançou algo extraordinário. No esporte, como na vida, existem vitórias e derrotas). O teor da mensagem enfatiza que a derrota, isoladamente, não apaga a qualidade da trajetória do atleta no torneio.
Em entrevista à nossa redação, Bertolucci fez uma avaliação técnica da semifinal: “Djokovic apresentou uma prestação monumental e confirmou mais uma vez ser um campeão extraordinário. Sinner teve várias oportunidades no quinto set e não conseguiu aproveitá‑las. Se há um defeito a apontar foi talvez um certo excesso de espera por parte do italiano, mas também foi uma escolha forçada pela grande qualidade do adversário.”
O ex‑capitão da Copa Davis traçou um paralelo entre o desempenho de Djokovic naquela partida e a exibição do sérvio contra Lorenzo Musetti, ocorrida na quarta‑feira anterior: “Quem viu Djokovic contra Musetti dificilmente daria chances contra Sinner, mas hoje em quadra ele foi outro jogador, parecia rejuvenescido de cinco ou seis anos.” A leitura de Bertolucci recalca a importância de contextualizar a derrota de Sinner diante de uma atuação excepcional do campeão.
Do ponto de vista técnico, Bertolucci apontou avanços específicos do italiano: “Em um balanço do torneio, Sinner mostrou uma evolução notável no serviço, que é um aspecto a ser desenvolvido como alavanca para as próximas campanhas. Tenho convicção de que ele fará proveito desta derrota — é difícil de digerir, mas não é, de forma alguma, um fracasso total.”
O comentário final do ex‑tenista foi objetivo: “Esperamos Sinner no Roland Garros”. A previsão resulta tanto da avaliação da margem de crescimento do jogador quanto da leitura fria dos fatos: uma derrota em semifinal para um gigante do esporte não apaga os sinais técnicos e competitivos exibidos pelo italiano ao longo do torneio.
Apuração e cruzamento de fontes indicam que, além do destaque para a atuação de Djokovic, os críticos que se concentraram exclusivamente no resultado deixaram de considerar o contexto, o número de oportunidades criadas por Sinner no último set e a duração física exigida por uma partida superior a quatro horas. A realidade traduzida é simples: há lições objetivas a extrair e um jogador de 24 anos em curva ascendente.






















