Por Giulliano Martini — Em avaliação sobre os recentes acordos comerciais entre União Europeia e Índia, Kapil Chopra, fundador e visionário da marca de mobiliário de luxo Diviana, descreve a assinatura como um marco que consolida um alinhamento crescente de valores, artigianato e estratégias econômicas entre as duas regiões.
Em entrevista exclusiva ao Adnkronos/Labitalia, Chopra explicou que a decisão de levar a marca para a Europa precedeu o novo pacto comercial. “Nossa entrada em solo europeu foi planejada com base na convicção de que o artesanato indiano, quando combinado com a sensibilidade do design europeu contemporâneo, tem papel natural no mercado global do luxo“, afirmou. A visão da empresa, segundo o fundador, é de longo prazo e o acordo apenas valida essa estratégia.
Para o lançamento europeu, a Diviana escolheu Milão, abrindo seu primeiro flagship na via Monte di Pietà 13/1, no Montenapoleone District. Chopra descreveu a cidade como “referência global para design, artesanato e luxo”, razão pela qual Milão foi definida como o centro estratégico da expansão europeia do grupo.
“O acordo UE–Índia não criou nossa oportunidade; ele a fortalece”, explicou Chopra. “Entramos na Europa com uma proposta que encontra coerência nos novos cenários do comércio internacional: produtos sustentáveis, culturalmente significativos e de alto padrão estético”. A declaração sinaliza que a concretização da presença europeia da marca é resultado de planejamento e cruzamento de fontes comerciais e culturais, e não de uma resposta reativa ao novo marco político-comercial.
Sob a direção de Chopra e do diretor de arte Marco Corti, a Diviana consolidou-se como símbolo de sofisticação. A marca reúne uma equipa composta por cerca de 800 profissionais, entre especialistas de projeto e mestres artesãos, e concluiu mais de 50 projetos somente no último ano — dados que a companhia divulga como comprovação da capacidade produtiva e da aceitação em mercados exigentes.
Do ponto de vista comercial, o acordo entre UE e Índia tende a reduzir barreiras tarifárias e facilitar procedimentos, criando um ambiente mais previsível para fluxos de bens e serviços. Na avaliação de Chopra, isso favorece tanto a circulação de peças de alto valor agregado quanto o intercâmbio de práticas e técnicas entre ateliês e escolas de design.
Na prática, a presença europeia da marca permitirá uma interlocução direta com clientes e parceiros no continente, ao mesmo tempo em que abre espaço para colaborações criativas que mesclem a tradição artesanal indiana com as tendências contemporâneas europeias. “Queremos contar nossa identidade em termos de qualidade, sustentabilidade e significado cultural”, concluiu Chopra, em declaração que revela a ambição de posicionar a marca em um capítulo duradouro do mercado de luxo europeu.
Apuração e verificação: informações baseadas em entrevista concedida por Kapil Chopra ao Adnkronos/Labitalia, dados institucionais da empresa e observação do endereço do flagship em Milão. No exercício de cruzamento de fontes e checagem de fatos, mantemos a literalidade dos dados fornecidos pela marca quanto a datas de fundação (2009), estrutura de equipe e número de projetos realizados.






















