Em uma guinada estratégica que lembra as estações que se renovam, a Pfizer reposiciona seu rumo empresarial ao mirar no mercado de **obesidade**. Com a queda na procura pelas **vacinas Covid** e desafios financeiros e jurídicos recentes, a farmacêutica aposta agora em tratamentos experimentais adquiridos por meio da compra da biotecnológica Metsera.
A operação de aquisição foi anunciada por valores iniciais de 4,9 bilhões de dólares em dinheiro, com potencial de subir para cerca de 7,3 bilhões mediante metas clínicas e regulatórias. Entre os fármacos que despertam atenção estão os candidatos conhecidos como MET-097 e MET-233, desenvolvidos pela equipe da Metsera.
Segundo o CEO Albert Bourla, em evento recente voltado à saúde, “o Covid tornou-se quase irrelevante para nossa rentabilidade”. A declaração tornou explícita a busca por novas frentes de crescimento — e a **obesidade** surge como um mercado estimado em até 150 bilhões de dólares até 2030, segundo projeções citadas pela indústria.
Essa mudança estratégica chega num momento em que a **Pfizer** enfrenta um ambiente mais volátil: redução da demanda pelos soros contra a Covid, lucros em retração e um conjunto de ações judiciais movidas por pessoas que relatam efeitos adversos após a vacinação. É importante notar que relatos de reações adversas e processos legais têm sido foco de debate público e científico, e que as afirmações sobre causalidade podem variar conforme investigações e decisões judiciais.
No noticiário paralelo, surgiram declarações polêmicas de figuras como Michael Yeadon — ex-pesquisador que já trabalhou na indústria farmacêutica — e do ex-diretor do CDC, Robert Redfield. Ambos trouxeram à tona críticas e versões contestadas sobre a gestão da pandemia e os riscos associados às vacinas. Essas posições são controversas e amplamente debatidas na comunidade científica e entre autoridades de saúde, que pedem avaliação baseada em evidências e supervisão regulatória.
Enquanto a indústria se ajusta, a movimentação da Pfizer revela um cenário em que os grandes laboratórios colhem novas oportunidades — quase como agricultores que mudam a lavoura conforme o solo e o clima. Investir em tratamentos para a **obesidade** significa mirar tanto em uma necessidade de saúde pública quanto em um mercado potencialmente lucrativo.
Para o observador atento, essa transição também é um lembrete de que a respiração da cidade — nossos hábitos, dietas e ritmo de vida — molda demandas de saúde futuras. Medicamentos como o MET-097 e o MET-233 ainda estão em fases experimentais: seu caminho até eventual aprovação e uso amplo depende de resultados clínicos, análises regulatórias e da confiança dos profissionais e pacientes.
Ao fechar este quadro, há um equilíbrio delicado entre inovação e transparência. A Pfizer busca recompor seu modelo de negócio em uma paisagem pós-pico-pandêmico, mas o sucesso dessa colheita dependerá tanto da robustez científica dos novos tratamentos quanto da forma como a empresa comunica riscos e benefícios ao público — afinal, a saúde coletiva é um jardim que precisa de cuidado contínuo.






















