Bologna terá pela frente o Brann nos playoffs da Europa League. O confronto de ida será disputado na Noruega, em 19 de fevereiro, e o jogo de volta está marcado para 26 de fevereiro, no estádio Dall’Ara, em Bolonha.
As duas equipes já se encontraram na fase de grupos da competição: o duelo no Dall’Ara terminou em 0-0 e teve a expulsão do jogador Lykogiannis. O empate anterior estabelece um ponto de referência técnico-tático para as duas delegações — o Brann buscará explorar a vantagem do jogo em casa na primeira mão, enquanto o Bologna vai apostar na força do mando no retorno, com logística e calendário ajustados para o segundo jogo.
O critério adotado pela UEFA para os emparelhamentos desta fase é rígido e estruturado em blocos. Na prática, as posições são organizadas em pares: a 9ª e a 10ª colocadas do quadro enfrentam, respectivamente, uma entre a 23ª e a 24ª; a mesma lógica segue para os demais pares da lista. Essa divisão em blocos determina não apenas os confrontos imediatos nos playoffs, mas também os cruzamentos previstos para as fases seguintes.
Em consequência, a fórmula de confrontos em pares mantém um encadeamento direto para os oitavos de final. Ou seja, os vencedores de cada par de playoffs se enfrentam entre si, o que abre a possibilidade concreta de um duelo entre clubes do mesmo país nas oitavas — razão pela qual a Itália corre o risco de ter um derby nacional já nessa fase, caso mais de um clube italiano avance dos playoffs.
Do ponto de vista prático, essa mecânica tem implicações claras para planejamento esportivo e administrativo dos clubes: o calendário apertado, viagens internacionais e a preparação física são variáveis que pesam, sobretudo quando a segunda mão ocorre em casa e a primeira é longe. Para o Bologna, a preparação e a logística visam neutralizar o desgaste da viagem à Noruega e aproveitar o fator público no retorno ao Dall’Ara.
Este cenário exige do comando técnico uma leitura precisa do adversário — um procedimento que passa por cruzamento de fontes, análise de vídeo e avaliação de desempenho individual e coletivo. A expulsão de Lykogiannis no empate anterior é um dado objetivo que influencia a abordagem tática: saber quem pode estar ausente por suspensão ou quais ajustes defensivos e ofensivos se impõem é trabalho que antecede decisões sobre escalação e estratégia.
Em síntese, o sorteio confirma um confronto com histórico recente entre as equipes e coloca em evidência a fórmula de emparelhamento da UEFA, que, por sua vez, pressiona clubes e calendários. A possibilidade de um derby italiano nas oitavas transforma estes playoffs em uma etapa decisiva não apenas para o Bologna, mas para a representação italiana na competição.






















