Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. A prova de descida feminina da Copa do Mundo em Crans-Montana, última etapa antes da pausa olímpica, foi oficialmente cancelada pela direção de prova após uma suspensão técnica motivada por condições de pista e visibilidade insuficientes.
O júri interveio quando a corrida já estava no número 6 e, diante das primeiras denúncias objetivas de risco, optou por anular a sequência. Três das seis primeiras atletas sofreram quedas nas fases iniciais — um índice atípico e que elevou o nível de alerta entre organizadores e equipes. Entre as envolvidas está a campeã norte-americana Lindsey Vonn, que caiu poucos segundos após a largada.
O episódio com Lindsey Vonn gerou apreensão imediata. A atleta entrou nas redes de proteção e, após alguns minutos de avaliação e grande tensão à beira da pista, conseguiu levantar-se e prosseguir até o fim do traçado, visivelmente comprometida e levando a mão ao joelho esquerdo. Não há, até o momento, confirmação médica oficial sobre lesão grave; contudo, equipes e fontes próximas à corredora informaram que há preocupação com o estado do joelho esquerdo.
A decisão pelo cancelamento atende ao princípio básico que norteia as provas de alto rendimento: segurança irrestrita das atletas. A visibilidade reduzida, combinada com pontos de pista considerados perigosos em condições adversas, motivou a interrupção técnica no número 6 e a subsequente anulação da prova. O júri comunicou que avaliará, nas próximas horas, a possibilidade de transferência da descida feminina para amanhã ou, alternativamente, manter o calendário com a disputa do super-G conforme previsões iniciais.
Fontes oficiais confirmaram que a programação masculina segue prevista para hoje: a primeira descida de treino está agendada para as 12h, em preparação para a descida de domingo. Essa janela será determinante para a decisão dos organizadores quanto à reposição da prova feminina ou pela reorganização do cronograma técnico.
Do ponto de vista técnico e de segurança esportiva, o cancelamento em Crans-Montana gera um sinal de alerta sobre as margens de tolerância nas pistas quando há variação rápida de visibilidade — um tema que será objeto de análise detalhada pelas equipes e pela FIS durante a pausa olímpica. O episódio também reabre o debate sobre protocolos de avaliação in loco, padrões de sinalização e critérios para continuidade de provas em condições meteorológicas limítrofes.
Seguimos em apuração, com cruzamento de fontes médicas e das equipes técnicas, e atualizaremos assim que houver confirmação sobre o estado clínico de Lindsey Vonn e a decisão oficial do júri sobre a remarcação da prova.






















