BOLOGNA — O assessor de Saúde da região Emilia-Romagna, Massimo Fabi, afirmou hoje que o acordo com os médicos de medicina geral está em fase final e “em dirittura d’arrivo” — expressão que traduz a proximidade de uma assinatura que, segundo ele, tem ambição e substância. A declaração foi feita à margem de um encontro sobre doenças tropicais e raras.
Em palavras que soaram como a preparação de uma colheita há muito aguardada, Fabi destacou que “ci stiamo lavorando ed è un lavoro molto, molto concreto per un accordo che ha l’ambizione che questa Regione merita”, reforçando que os profissionais de base, por sua história e capacidade inovadora, estão construindo essa solução juntamente com a região.
O assessor enfatizou que o propósito do pacto é inovar e tornar o serviço de saúde regional mais sustentável, fortalecendo a medicina territorial e ampliando a colaboração com os profissionais de base. “Não digo se sou otimista ou pessimista, mas estamos em dirittura d’arrivo e, em todo caso, sairemos com um acordo”, afirmou Fabi, transmitindo ao mesmo tempo cautela e confiança prática.
Como observador sensível das conexões entre ambiente, rotina e bem-estar, vejo essa aproximação entre gestão e médicos de família como um esforço para afinar o tempo interno do sistema de saúde com o ritmo das comunidades. É como alinhar estações: é preciso escutar os sinais da terra — as necessidades locais — e trabalhar em conjunto para que a colheita de cuidados chegue no tempo certo.
Segundo Fabi, o acordo pretende reforçar o papel da medicina territorial — a rede que atua próxima ao cidadão — tornando-a mais capaz de responder tanto às demandas de rotina quanto aos desafios emergentes, como o manejo de doenças raras e ameaças tropicais que vêm ganhando atenção nas salas de consulta e nos planejamentos regionais.
Do ponto de vista prático, a intenção é combinar inovação organizacional com sustentabilidade financeira: medidas que valorizem a atuação dos médicos de base, incorporem ferramentas digitais quando necessário e preservem a proximidade humana que distingue a medicina de família. Essa sinergia entre inovação e raiz humana é, para mim, a respiração saudável de uma boa política de saúde pública.
Resta agora aguardar os detalhes finais do texto do acordo e a data efetiva da assinatura. Enquanto isso, a expectativa é de que a parceria abra caminhos para novos modelos de atenção primária, onde a presença do médico de base não é apenas um porto de chegada, mas um elo vivo que conecta prevenção, diagnóstico e continuidade do cuidado.
Em resumo: o acordo com os médicos de base na Emilia-Romagna parece estar prestes a se concretizar, com prometida ambição de inovação e sustentabilidade; um passo que, se bem sucedido, poderá redefinir o pulso do atendimento territorial na região.






















