Queda acentuada em ouro e prata após máximas; bolsas europeias fecham em alta
As praças financeiras europeias encerraram o dia majoritariamente em alta, com Piazza Affari anotando um avanço de +0,61% hoje e um balanço provisório da semana de +1,12%. A revisão em alta do PIB da Zona do Euro para 2025 não alterou substancialmente o ritmo de Piazza Affari, enquanto o mercado aguarda, ainda hoje, o veredicto da agência Standard & Poor’s sobre a dívida italiana — um evento que pode funcionar como freio ou acelerador do sentimento local.
Os índices no resto da Europa, depois de um início misto, passaram a ficar todos positivos, numa leitura que mostra uma calibragem fina entre notícias macro e resultados corporativos. Já os futuros que antecipam a abertura de Wall Street apontavam em sentido contrário no início da tarde europeia: -0,80% no futuro atrelado ao S&P 500 e -0,90% no do Nasdaq.
No front político-monetário, hoje deve ser revelado o nome do sucessor de Jerome Powell na presidência do Federal Reserve, informação que o próprio Donald Trump antecipou ontem. O favorito recente é Kevin Warsh, ex-membro do comitê de governadores do Fed. Warsh é visto como favorável a cortes de juros, mas descrito como mais ortodoxo — alguém com atenção técnica maior à dinâmica monetária, o que implica possível mudança na calibragem de políticas em relação a outros nomes.
O tom negativo prevaleceu também após a temporada de resultados do setor de tecnologia. A Microsoft recuou -9,99% após divulgar contas que levantaram preocupações sobre os volumosos investimentos em inteligência artificial. Em contrapartida, Meta subiu cerca de +10%. Durante a noite, a Apple reportou números acima das expectativas, impulsionada pela demanda por iPhone, e negociava com pouca volatilidade nas pré-aberturas.
No mercado de commodities, registrou-se uma correção pronunciada no ouro, que perdeu -4,8% após sucessivos recordes e passou a ser negociado em US$ 5.110 por onça. A prata também sofreu realizações de lucros (-13%), embora mantenha uma alta anual impressionante de +224%. O petróleo mudou de rumo, caindo cerca de -1%, após o movimento de alta dos dias anteriores motivado pelo risco de um ataque ao Irã; o Brent permanecia perto de US$ 69 por barril.
Em síntese, o dia refletiu uma combinação de leituras macroeconômicas mais benignas na Europa, incertezas sobre políticas monetárias nos EUA e uma rodada de resultados corporativos que continuam a testar a capacidade de resiliência do mercado. Como estrategista, vejo esses movimentos como a revisão de marcha do “motor da economia”: momentos para reavaliar torque e eficiência, sem perder a visão de longo prazo sobre tendência e risco.





















