Por Giulliano Martini — Em apuração direta e cruzamento de fontes junto ao setor, Marco Gay, presidente da Unione Industriali Torino, reiterou a centralidade do crescimento da indústria como missão coletiva. A declaração ocorreu em uma nova etapa do roadshow promovido pela Cassa Depositi e Prestiti (Cdp) em parceria com a Confindustria, evento voltado a detalhar iniciativas de apoio ao desenvolvimento das empresas locais.
Gay definiu o acordo assinado com a instituição financeira pública como um elemento estratégico para a federação industrial da capital piemontesa. “A crescimento da nossa indústria é um exercício e uma missão coletiva que nos vê todos atores protagonistas: empresas, bancos e finança, entidades públicas e privadas. Por isso, o protocolo com Cdp é uma escolha estratégica para a Unione Industriali Torino“, afirmou o dirigente em tom direto e técnico, próprio de quem acompanha os indicadores e as necessidades do tecido produtivo.
No discurso, Gay aprofundou o compromisso das associações empresariais com a ampliação do porte das empresas e o consequente reforço patrimonial. “Da parte nossa é constante o empenho para o crescimento dimensional e o consequente reforço patrimonial das empresas”, disse, situando essa ação no contexto de políticas de suporte ao investimento e à capitalização.
O presidente recordou a iniciativa interna batizada de Destinazione crescita, projeto concebido para enfrentar e sustentar o crescimento das associadas já ativas em cadeias produtivas nacionais e internacionais. A ação foi mencionada em conjunto com o protocolo recentemente firmado com a Simest, instrumento público de apoio às empresas no processo de internacionalização.
Na avaliação técnica de Gay, a competitividade contemporânea exige uma soma de fatores: inovação, tecnologia e sustentabilidade. “Estamos convictos de que hoje mais do que nunca a competitividade é composta por inovação, tecnologia e sustentabilidade: é nossa inteligência industrial que devemos potenziare e affermare”, disse, usando termo em italiano para sublinhar a vocação exportadora e as cadeias transnacionais que caracterizam o território.
Do ponto de vista prático, o protocolo com a Cdp deverá facilitar linhas de crédito, instrumentos de equity e mecanismos de garantias destinados a favorecer operações de crescimento e operações de reforço patrimonial. Em termos institucionais, a parceria reforça a sinergia entre políticas públicas de desenvolvimento e as prioridades definidas pelas associações de empresários.
Relato direto, sem ruído: o quadro traçado por Gay confirma que a agenda industrial local prioriza a escala das empresas e a sua resiliência financeira, com foco em modernização e sustentabilidade. A leitura técnica dos discursos e dos instrumentos anunciados permite concluir que a combinação entre redes associativas, mecanismos financeiros públicos e ações para internacionalização — como a parceria com Simest — constitui o cerne da estratégia para sustentar o crescimento nas próximas fases.
Apuração em campo e cruzamento de fontes mostram que a iniciativa terá impacto sobretudo sobre empresas médias que atuam em cadeias exportadoras e que, segundo especialistas consultados, poderão acelerar processos de investimento em tecnologia e práticas sustentáveis quando as linhas de apoio forem operacionalizadas.






















