Esta noite, sexta-feira, 30 de janeiro, vai ao ar a quarta e última edição do varieté Tali e Quali, apresentado por Nicola Savino às 21h30 na Rai. Depois de uma temporada marcada por performances fiéis e surpreendentes, o palco dos estúdios “Fabrizio Frizzi” em Roma recebe a disputa decisiva que apontará o Campione di Tali e Quali 2026.
No centro da final estão os concorrentes que brigam pelo título: os classificados em primeiro e segundo lugar nas três primeiras noites — artistas amadores que, por semelhança vocal e estética, encarnaram grandes nomes da música italiana e internacional — aos quais se juntam os quatro vencedores das edições de 2019, 2022, 2023 e 2024. Uma colisão entre experiência e interpretação fresca, onde cada número ao vivo busca a máxima fidelidade à voz, ao estilo e à presença de cena dos intérpretes homenageados.
É importante lembrar: os protagonistas não são cantores profissionais nem figuras consolidadas do showbiz. Esse é o pacto do formato: a arte do tributo enquanto exercício de memória cultural e imersão performática. A cada apresentação, o público é convidado a reconhecer — quase como em um espelho do nosso tempo — como a identidade de um artista pode ser reapresentada e ressignificada no palco.
A final promete ser intensa e cenicamente cuidada, com números trabalhados nos mínimos detalhes e momentos de forte impacto emocional. A temporada rendeu bons índices de audiência e críticas favoráveis, consolidando o programa como um espaço onde a imitação se transforma em reflexão sobre legado e representação — o roteiro oculto da nossa relação com a música popular.
As avaliações ficarão a cargo da bancada composta por Cristiano Malgioglio, Alessia Marcuzzi e Massimo Lopez, que para a noite decisiva recebem dois jurados-surpresa: Nino Frassica e Alessandro Siani. A presença desses nomes não apenas amplia o olhar crítico sobre as performances, como acrescenta camadas de humor e vivência teatral ao julgamento. Seus comentários e pontuações serão determinantes para a coroação do novo campeão.
Mais do que uma competição, a final de Tali e Quali funciona como um pequeno laboratório de semiótica do viral: observa-se como traços vocais, gestuais e escolhas de figurino reverberam entre plateia e audiência televisiva, reenquadrando a memória coletiva de grandes cantores. É um momento em que entretenimento e pesquisa cultural se encontram, oferecendo ao espectador não só o prazer da imitação, mas também um convite a pensar por que determinadas vozes permanecem tão presentes em nosso imaginário.
Se você acompanha desde as primeiras noites ou chegou agora curioso, esta é a hora de se preparar para uma noite que promete fechar a temporada com espetáculo, emoção e a clássica mistura de talento e homenagem que define Tali e Quali.





















