Phil Collins celebra 75 anos em 30 de janeiro de 2026. Figura essencial da música pop e do rock, o artista inglês consolidou-se como um dos nomes mais vendidos do planeta: com seus oito álbuns de estúdio solos, registrou mais de 33,5 milhões de cópias certificadas apenas nos Estados Unidos — e uma estimativa que gira em torno de 150 milhões de discos vendidos no mundo. Nascido em Chiswick, subúrbio de Londres, em 30 de janeiro de 1951, seu percurso é tanto pessoal quanto simbólico: o reflexo de uma geração que transformou casa e rádio em estúdio.
A história de Collins começa cedo. Aos cinco anos, ganhou de seus tios a sua primeira bateria — um brinquedo que acenderia a fagulha de uma vocação. Autodidata, aprendeu a técnica acompanhando rádios e programas de televisão, treinando em um cenário doméstico que seria, anos depois, palco de sucessos globais. Essa busca íntima pela sonoridade é parte do que o torna um artista tão reconhecível: uma mistura de precisão rítmica e sensibilidade pop.
Como baterista que se tornou voz principal, Phil Collins atravessou fronteiras artísticas. Foi membro histórico do Genesis, banda que ajudou a transformar o rock progressivo em trilha para estádios. Paralelamente, construiu uma carreira solo marcada por hits que atravessaram décadas e linguagens — incluindo momentos curiosos que hoje fazem parte do folclore cultural: uma aparição como figurante em um filme dos Beatles e um episódio em que chegou a cantar em italiano, mostrando que a performance pode também ser gesto cosmopolita e brincadeira com identidades.
O legado de Collins funciona como um espelho do nosso tempo: suas canções serviram de trilha sonora para vidas cotidianas e grandes eventos, e sua trajetória espelha mudanças tecnológicas, estéticas e emocionais da indústria musical. A cifra de vendas traduz apenas parte do impacto; o que fica é o eco cultural — refrões que se tornaram memória coletiva, o uso cinematográfico de suas melodias e a presença constante em playlists que atravessam gerações.
Ao falar de “como está hoje”, é inevitável reconhecer a dimensão humana por trás da celebridade. Aos 75 anos, Phil Collins permanece uma figura de interesse público: sua voz e seu repertório continuam presentes na cena musical, nas trilhas e nas lembranças. Embora ao longo dos anos tenha enfrentado desafios pessoais e de saúde que tocaram sua prática instrumental, seu arquivo artístico e sua influência permanecem vívidos — um reframe da carreira que, mais do que números, nos convida a ler o sentido das canções em nossas próprias memórias.
Para além das curiosidades — o primeiro presente de Natal que virou destino, a breve aparição cinematográfica, o improvável momento em italiano —, o aniversário de 75 anos de Collins é uma ocasião para revisitar uma obra que cruzou gêneros e continentes. É também um lembrete de que, no grande roteiro da cultura pop, alguns artistas se transformam em pontos de referência, em cortes de cena que ajudam a entender melhor o tempo em que vivemos.
Seja pelo desempenho com a bateria, pela assinatura vocal ou pelo timbre que embalou romances e despedidas, Phil Collins permanece uma peça central no tabuleiro da música moderna — um artista cujo legado continua a provocar curiosidade sofisticada e a convidar audiências a olhar além da superfície.






















