Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que a hipótese de homicídio sobre a morte de Alexander Adarich, de 54 anos, é tratada como concreta pelas autoridades em Milão. O corpo do homem — identificado como banqueiro ucraniano — foi encontrado após queda da janela de um bed and breakfast na via Nerino, no centro da cidade. A data registrada do óbito é 23 de janeiro.
O promotor responsável pelas investigações, Rosario Ferracane, e a Squadra Mobile trabalham agora para localizar os familiares de Adarich com o objetivo de notificá-los sobre a autópsia e possibilitar a nomeação de peritos independentes. A autópsia é considerada peça-chave para esclarecer a natureza das escoriações observadas no rosto e no pescoço da vítima — lesões que, segundo fontes judiciais, podem indicar um episódio de estrangulamento.
Em buscas realizadas no quarto onde Adarich esteve hospedado entre 22 e 24 de janeiro, os investigadores não localizaram computadores nem telefones vinculáveis ao homem. Havia, porém, vários documentos no interior do cômodo; todos descritos como de origem russa ou romena. A autenticidade desses papéis está sendo verificada pelos peritos forenses. Outro elemento a exigir apuração detalhada é que a reserva do quarto não constava em nome da vítima.
Uma linha investigativa prioritária é a análise das imagens captadas pelas câmeras de vigilância nas imediações. As gravações mostram Adarich entrando no prédio e, horas depois, duas pessoas não identificadas saindo do local. Os investigadores buscam agora identificar esses indivíduos e traçar a cronologia precisa dos fatos nas horas anteriores ao incidente.
Fontes abertas apontam a existência de um pequeno registro policial no histórico do homem, considerado até o momento não significativo no contexto de um possível crime. Ainda assim, a equipe de investigação aprofunda o exame da vida pregressa de Adarich para descartar vínculos que possam explicar sua presença em Itália e eventuais conflitos.
Até o momento, não há esclarecimento oficial sobre o motivo que levou o banqueiro ucraniano a viajar à Itália. A combinação de indícios físicos, ausência de dispositivos eletrônicos no quarto e movimentações suspeitas nas imagens de vigilância transformou um caso inicialmente tratado como queda em investigação que mira a possibilidade de homicídio.
O andamento das perícias — em especial o laudo da autópsia — determinará os próximos passos processuais e se serão solicitadas diligências complementares, como escutas, buscas em contas bancárias e requisições internacionais de informações. A apuração prossegue sob sigilo e com prioridade na identificação dos dois indivíduos filmados saindo do prédio.
Resumo do raio-x investigativo: fatos brutos apurados, cruzamento de fontes e foco técnico nas evidências físicas e digitais. A reportagem seguirá atualizando conforme novos elementos oficiais forem divulgados.






















