Terminou em Rimini o interrogatório, na condição de pessoa informada sobre os fatos, de Manuela Bianchi, nora de Pierina Paganelli, a aposentada encontrada morta em outubro de 2023 no box do estacionamento do condomínio onde morava. A diligência foi conduzida pelo procurador Daniele Paci e teve como objetivo esclarecer pontos considerados relevantes pela investigação.
Bianchi está sob investigação desde março passado por suposto crime de favorecimento em favor de Louis Dassilva, o homem indiciado como autor do homicídio. O inquérito paralelo que envolve a nora corre por procedimento distinto, embora conectado ao processo principal em Rimini. A defesa é exercida pela advogada Nunzia Barzan com o apoio do consultor Davide Barzan.
Segundo o registro processual, a convocação ocorrida nesta tarde visou, em parte, confrontar declarações que teriam sido feitas recentemente no decorrer de uma audiência da Corte d’Assise por uma amiga íntima de Manuela Bianchi. Essa testemunha, que já depôs em Rimini, foi posteriormente denunciada pela Procuradoria por ter apresentado informações consideradas não verídicas.
O contexto material do caso apresenta elementos factuais já documentados: na manhã de 4 de outubro de 2023, Manuela Bianchi foi quem encontrou o corpo sem vida de Pierina no vão de escadas do box na via del Ciclamino. Investigações posteriores identificaram uma ligação entre a mulher e o principal acusado — uma relação extraconjugal que passou a integrar o conjunto probatório avaliado pela autoridade judiciária.
O avanço decisivo nas apurações ocorreu em 4 de março de 2025, quando, em outro interrogatório, Bianchi relatou ter visto Dassilva no local antes de constatar o óbito. Segundo seu depoimento, ele teria informado da presença de um cadáver, sem identificar a vítima, e orientado-a sobre como agir perante a polícia. Foi esse depoimento que alterou a linha investigativa e motivou aprofundamentos sobre eventuais omissões ou condutas de favorecimento.
Para amanhã está marcada em Bolonha a audiência perante o Tribunale del Riesame, que deverá decidir sobre a manutenção ou revogação da medida de prisão preventiva aplicada a Louis Dassilva. O despacho de Rimini concentra, portanto, pontos processuais que podem ter impacto direto na decisão do tribunal superior.
Do ponto de vista da apuração, a equipe da Procuradoria tem atuado no cruzamento de fontes e na verificação documental para eliminar contradições e garantir coerência probatória. A linha de investigação segue baseada em fatos brutos e depoimentos formalizados; qualquer conclusão adicional aguarda o desdobramento das diligências e as decisões judiciais próximas.
Este relatório jornalístico mantém o foco estrito na sequência processual: encerramento do interrogatório de Manuela Bianchi em Rimini, acusação de favorecimento, o papel da amiga denunciada por declarações suspeitas, e a audiência iminente em Bolonha que poderá confirmar ou alterar a situação cautelar de Louis Dassilva. A Espresso Italia acompanha o caso com apuração in loco e cruzamento de fontes para reportar a evolução dos fatos com precisão.






















