Roma, 29 de jan. de 2026 — A formação gerencial foi apresentada hoje como uma verdadeira infraestrutura estratégica, capaz de reforçar a resiliência do sistema produtivo e aumentar a eficácia das políticas ativas de emprego. A mensagem central foi divulgada no evento ‘Futuro presente’, promovido por Fondirigenti no Auditório Togni da Federmanager, durante o qual foram apresentados os resultados dos projetos de estudo e modelagem de competências do Fundo.
Segundo o presidente Marco Bodini, a iniciativa sintetiza um percurso estruturado de pesquisa e co-projeto destinado a transformar o levantamento de necessidades dos dirigentes industriais em trajetórias de alta formação para empresas e para o management. A declaração foi corroborada por dados que atestam o papel de liderança do Fundo: 14.200 empresas aderentes e mais de 84.300 gestores interessados, com tendência de crescimento contínuo.
O exercício de 2025 fechou com uma captação recorde de 40 milhões de euros, permitindo financiar mais de 2.800 planos formativos, que totalizaram 412.000 horas de formação em benefício de cerca de 22.000 dirigentes. Os números confirmam um aumento na demanda que, desde 2021, registra um crescimento de +40%, evidenciando a necessidade de um equilíbrio entre competências técnicas e soft skills.
Em um mercado de trabalho em transformação constante, a capacidade de liderar processos de mudança torna-se tão decisiva quanto a proficiência em tecnologias habilitadoras. Por isso, antecipar as tendências de competências é um elemento-chave: o cruzamento de fontes e a apuração in loco dos sinais do mercado orientam a construção de percursos formativos aplicáveis.
As iniciativas estratégicas promovidas pelos sócios Confindustria e Federmanager foram realizadas em sinergia com universidades e institutos de pesquisa, com o objetivo de converter tendências emergentes em modelos organizacionais replicáveis. Os projetos, desenvolvidos segundo o framework ESG, abarcaram áreas cruciais — do impacto da inteligência artificial à sustentabilidade, do welfare empresarial à resiliência das cadeias produtivas.
O acervo de instrumentos criado inclui modelos modulares, plataformas digitais e ferramentas de autoavaliação que visam traçar o perfil de competências do novo dirigente: uma figura estratégica apta a integrar inovação tecnológica e valorização do capital humano, com a formação contínua como pilar.
O diretor-geral Massimo Sabatini sublinhou a urgência de um lifelong learning estruturado. Em um contexto de obsolescência acelerada — com dados da OCDE apontando ciclo de vida das competências digitais inferior a três anos — a formação deixa de ser episódica e adquire caráter permanente. Nesta perspectiva, os fundos interprofissionais devem garantir cada vez mais a qualidade e a mensurabilidade das intervenções, atuando segundo uma lógica de s subsidiariedade reforçada.
Em síntese, os fatos brutos apresentados em ‘Futuro presente’ reforçam a visão de que investir em formação gerencial é investir em infraestrutura para a competitividade nacional. O evento reforçou, com cruzamento de dados e apuração rigorosa, que a combinação entre políticas públicas, iniciativa privada e pesquisa acadêmica é o caminho para ampliar a capacidade adaptativa do sistema produtivo.





















