Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Segundo reportagem do Il Messaggero, o Vaticano estaria avançando na criação do primeiro bistrot situado no interior do complexo da Basílica de São Pedro, posicionado no grande terraço que domina a Praça de São Pedro.
O projeto prevê um espaço de restauração localizado diante das estátuas dos apóstolos, em um ponto com vista direta para Roma. Fontes citadas pelo jornal informam que o local em reforma aproveitaria ‘alguns dos cômodos que antigamente serviam para o abrigo dos materiais usados pelos Sampietrini‘, os responsáveis pela conservação da basílica. Nestas semanas, teriam chegado ao local os materiais e os móveis destinados ao estabelecimento, o que, segundo a reportagem, indica que os trabalhos estão em estágio avançado, embora ainda não haja uma data oficial de conclusão.
O fim do Ano Santo abre, na avaliação do veículo, a possibilidade de que a iniciativa seja ativada já neste ano, em coincidência com as comemorações dos 400 anos da consagração da Basílica em sua configuração atual. Na área do grande terraço já existe um bar diminuto; a proposta em análise seria ampliar a área aproveitando uma parte ainda fechada ao público, destinada ao serviço de restauração.
Fontes consultadas também relacionam a proposta à política de ‘parcial musealização’ da basílica, medida que, conforme registros, recebeu autorização do Papa Francisco. Trata-se de um movimento administrativo e arquitetônico que busca compatibilizar a preservação do patrimônio com usos públicos complementares, segundo notas oficiais e especialistas em conservação consultados na apuração.
Do ponto de vista técnico, a transformação de antigos depósitos num espaço de alimentação exige adequações estruturais, de segurança e de acesso, além de avaliações dos impactos sobre o fluxo de visitantes e sobre o próprio patrimônio sacro. Não há até o momento documento público que detalhe prazos formais, o cronograma de obras ou o elenco completo das licenças concedidas.
O caráter ainda incipiente do anúncio recomenda cautela: a informação disponível, originada majoritariamente de um jornal de grande circulação, aponta para movimentação concreta — chegada de mobiliário e materiais —, mas sem confirmação institucional sobre abertura, cardápio, gestão do futuro bistrot ou estimativa definitiva de custo e operação.
Rigor e transparência permanecem como critérios centrais nesta cobertura. Continuarei acompanhando os trâmites no Vaticano, com checagem de documentos, contatos com responsáveis pela basílica e levantamento das implicações patrimoniais e administrativas que uma iniciativa dessa natureza envolve. Fatos brutos, em atualização.






















