Por Giulliano Martini
Chuva contínua durante a madrugada manteve a situação crítica em Niscemi, onde a frana que desloca a colina segue ativa. Ao longo das últimas horas foram registrados ruídos e novos cedimentos no frente de escorregamento; técnicos da Proteção Civil e os bombeiros realizaram vários sopralluoghi para avaliar os riscos, sem registro de desabamentos significativos até o momento.
O deslizamento prossegue em movimento no sentido sul e já comprometeu a circulação em pontos-chave do município. “Poderia criar dificuldades à viabilidade já fortemente comprometida”, alertou o comandante dos bombeiros de Caltanissetta, Salvatore Cantale. A preocupação cresce pela previsão de novas chuvas nos próximos dias, que pode ampliar a área classificada como zona vermelha — atualmente delimitada em cerca de 150 metros, com as transennações colocadas a 50 metros da praça principal — e aumentar o número de evacuados.
Três escolas situadas na área de risco permanecerão fechadas no retorno das aulas e suas turmas serão realocadas para estabelecimentos considerados agíveis. As autoridades confirmaram o restabelecimento do fornecimento de gás metano nas áreas onde havia sido interrompido por segurança.
A Procura de Gela abriu inquérito por desastre culposo e danneggiamento, motivando comentários públicos do presidente da Região Siciliana, Renato Schifani. Em entrevista ao Corriere della Sera, Schifani declarou: “A procúra, justamente, que faça a sua parte” e defendeu que, no momento, sua prioridade é “a solução dos problemas”. Ainda segundo o presidente regional, há uma dinâmica de responsabilidades a ser apurada: atrás das casas que escorregam na lama estariam trinta anos de projetos não executados, financiamentos perdidos e alertas ignorados.
Em contraste com essas acusações, o vice-comissário da estrutura regional para o dissesto hidrológico informou que, nos últimos nove anos, o Comune não encaminhou pedidos formais de intervenção. Schifani ressaltou que a situação ainda está em evolução e que somente com a interrupção das chuvas será possível dimensionar com maior precisão os danos.
Ontem, a visita do presidente do Conselho ao local foi classificada como “um sinal forte e encorajador” para as populações afetadas, segundo Schifani, que garantiu a “vontade de intervir com rapidez e concretude” e a necessidade de coordenação entre as instituições para avaliar os danos e assegurar intervenções proporcionais. Para ampliar recursos, a região está avaliando o desengajamento de fundos não executados por obras ferroviárias, atendendo ao pedido da premiera.
Enquanto isso, o conselho de presidência da ANCE Sicília manifestou “plena e total solidariedade” às comunidades atingidas pelo ciclone “Harry” e, em particular, aos moradores de Niscemi, que enfrentam a tragédia do deslizamento.
Relato baseado em apuração in loco e cruzamento de fontes oficiais: a realidade traduzida sem ruído, com atenção às medidas emergenciais, à evolução meteorológica e ao acompanhamento do inquérito judicial.






















