Sou Alessandro Vittorio Romano, atento aos ritmos que conectam paisagens e bem-estar, e trago a você a essência do anúncio feito por Roberto Pella sobre uma iniciativa que promete espalhar pedaladas e saúde por todo o país. Em meio à solenidade de apresentação da Coppa Italia delle Regioni 2026, realizada na Aula dei gruppi parlamentari da Camera dei deputati, Pella defendeu um projeto simples e ambicioso: levar a competição a cada canto da Itália como antídoto à inattività fisica.
Segundo o presidente da Lega del Ciclismo Professionistico, o percurso já começou. “A nossa primeira sfida è portare la Coppa delle Regioni in tutte le regioni italiane. Siamo riusciti a passare da 11 a 17, l’obiettivo è quello di arrivare a venti il prossimo anno”, disse Pella, traduzindo a vontade de transformar a paisagem ciclística italiana numa espécie de colheita contínua de hábitos ativos. A meta é clara: expandir a presença das provas de 17 para 20 regiões na próxima temporada.
O plano passa por criar condições e oportunidades para que as provas aconteçam “in tutte i territori”, da Sicilia até a Valle d’Aosta. Não se trata apenas de competição: é uma aposta na cultura do movimento. Pella ressaltou que as corridas podem funcionar como estímulo direto para que a população comece a pedalar mais ou simplesmente caminhar um pouco mais, revigorando o que chamo de tempo interno do corpo e a respiração da cidade.
“Dobbiamo inoltre stimolare, attraverso le corse ciclistiche, quella che è l’inattività fisica che in Italia costa molto. A livello europeo parliamo di 80 miliardi di euro, cifre che sicuramente il ciclismo può in qualche modo rappresentare. Questo evento infatti può stimolare la popolazione ad andare in bicicletta o a fare un po’ di cammino.” — Roberto Pella
Em termos práticos, Pella associa-se à ideia de que o ciclismo é uma linguagem que pode reeducar hábitos e reduzir custos sociais e sanitários ligados ao sedentarismo. Na Europa, a conta anual aproximada desse problema chega a cerca de 80 bilhões de euros, um número que ilustra a escala do desafio e a oportunidade para iniciativas que integrem esporte, mobilidade e saúde pública.
Como observador, vejo nesta proposta uma paisagem em transformação: pistas que brotam como veias de um corpo social, eventos que semeiam ciclovias e conversas comunitárias sobre movimento. Trazer a Coppa Italia a todas as regiões é mais do que distribuir provas; é plantar o desejo de caminhar e pedalar no cotidiano das pessoas, alimentando raízes de bem-estar.
A apresentação em Roma reiterou que o projeto não é só um calendário esportivo, mas uma estratégia coletiva para diminuir a inatividade física e seus impactos. Se as estradas e as praças se tornarem lugares de encontro para o movimento, teremos avançado não só no esporte, mas na saúde do país.
Fique atento: a expansão da Coppa Italia delle Regioni promete desenhar um mapa novo, onde cada curva é uma oportunidade de reconexão com o corpo e com a paisagem.






















