Roma — Em cerimônia na Sala della Regina de Montecitorio, os discursos sobre a carreira política de Roberto Maroni ressaltaram seu papel central dentro da Lega e no cenário nacional. A apresentação do volume Discorsi politici e parlamentari di Roberto Maroni serviu de palco para recordações institucionais e para uma fotografia crítica, porém comedida, do legado público do ex-dirigente.
“Roberto Maroni é uma figura para a Lega essencial, fundamental”, declarou o presidente da Câmara ao abrir a sessão. A fala destacou o contributo político de Maroni não apenas ao partido, mas “também a todo o país”, reafirmando que a paixão e a competência pela atividade política sempre estiveram no centro da sua trajetória.
Fontana, ao intervir, classificou Maroni como “grande militante da Lega, grande parlamentar e ministro em diferentes funções, dal Lavoro a ministro degli Interni”. O governador recordou ainda o vínculo pessoal e político: para quem era mais jovem, Maroni foi referência — “se não un padre, quantomeno uno zio” — e lembrou que em 2012-2013 Maroni lhe confiou a chefia da delegação no Parlamento Europeu, gesto que consolidou uma relação profissional e afetiva.
No campo econômico, os últimos dados do Istat apontam a sequência de indicadores que fecharam 2025 com saldo positivo no comércio exterior. O saldo com os países extra-UE em dezembro apresentou um superávit de 8,385 bilhões de euros, acima dos 6,923 bilhões registrados em dezembro de 2024. A melhoria foi influenciada principalmente pela redução do déficit energético, que passou de -5,080 bilhões em dezembro de 2024 para -3,513 bilhões em dezembro de 2025.
O intercâmbio de produtos não energéticos manteve-se praticamente estável, com um superávit de 11,9 bilhões, comparado a 12,003 bilhões do ano anterior. No balanço anual, 2025 fechou com um superávit comercial para os países extra-UE de +56,1 bilhões de euros, ligeiramente inferior aos +57,6 bilhões registrados em 2024.
Paralelamente aos atos públicos e aos números oficiais, a cidade de Roma viveu, em 2025, meses marcados por emoções intensas. A morte do Papa Francisco colocou a capital italiana em um período de luto e recordação coletiva. “Le romane e i romani erano e restano legati da un sentimento di profondo affetto”, registrou um dos pronunciamentos oficiais, referindo-se ao abraço final em praça São Pedro e ao cortejo que passou pelo centro até Santa Maria Maggiore.
Os dias seguintes foram de espera pela eleição do novo Pontífice, momento que mobilizou não apenas a Igreja, mas toda a vida cívica romana. A conjunção entre memórias institucionais, indicadores econômicos e acontecimentos religiosos oferece um retrato plural do país: sobreposições de política, economia e sentimento público que exigem leitura rigorosa e isenta.
Apuração e cruzamento de fontes confirmam os números do Istat e as declarações oficiais pronunciadas em Montecitorio. Esta reportagem prioriza os fatos brutos e a reprodução fiel das falas e dos dados, sem conjecturas, para oferecer ao leitor a realidade traduzida em elementos verificáveis.




















