Por Stella Ferrari — Em um capítulo que reconfigura a dinâmica familiar e institucional da monarquia, a Princesa Kate estaria profundamente irritada ao acreditar que o Príncipe Andrew tem recorrido às filhas, Beatrice e Eugenie, como verdadeiras “olhos e ouvidos” dentro do Palácio. A fonte dessa tensão combina ressentimento pessoal com preocupações sobre influência e informações privilegiadas circulando nos bastidores da corte.
Fontes próximas ao círculo real contam que, após a saída conturbada de Andrew e de sua ex-esposa Sarah Ferguson do Royal Lodge — episódio que selou o declínio público do casal — o ex-duque de York não teria aceitado a marginalização. Buscando manter um mapa atualizado das decisões e humores oficiais, ele utilizaria a proximidade das filhas com outros membros da família real para se manter informado.
A narrativa pública recorda as controvérsias que marcaram a trajetória de Andrew, incluindo os laços tóxicos com o caso Jeffrey Epstein, que corroeram seu prestígio. Sarah, por sua vez, tenta reerguer uma vida digna do título que já representou, projetando encontrar um novo parceiro que assegure conforto e reabilitação social. O cenário pessoal tem contribuído para uma estratégia familiar de sobrevivência social, na qual a circulação de informação dentro do Palácio vira moeda de poder.
Segundo uma reportagem do magazine Closer, uma fonte anônima afirma que Andrew “faz grande uso de Beatrice e Eugenie para se manter envolvido e informado”. A presença das princesas em cerimônias oficiais e eventos familiares — do almoço de Natal em Sandringham às ocasiões em que continuam a ser acolhidas pelo Rei Carlos III — abriria janelas pelas quais o ex-duque se atualizaria sobre decisões, alianças e climas internos.
O que transforma a suspeita em crise é, porém, a reação da Princesa do País de Gales. Descrito como “furiosa” por interlocutores, o sentimento de Kate vai além de ciúmes ou simples desconforto: para ela, o gesto equivale a um tapa simbólico no processo decisório da família e da instituição. Na esfera privada, a princesa — conhecida por sua compostura pública — estaria disposta a proteger o núcleo familiar e o futuro dos filhos com firmeza e determinação.
Do ponto de vista institucional, a questão é sensível: a circulação de informações pelas vias familiares pode minar a confiança nas decisões coletivas da monarquia. Em termos de dinâmica de poder, é como se um motor auxiliar tivesse pontos de contato com sistemas internos não calibrados, criando ruídos e inseguranças. A analogia funciona: quando há vazamentos num projeto de engenharia, a performance do conjunto é afetada; aqui, os cuidados com a confidencialidade e a lealdade são os freios que evitam desvios reputacionais.
Especialistas em protocolo real ressaltam que o reaparecimento público de Beatrice e Eugenie nas esferas oficiais não representa, necessariamente, conivência deliberada. Mas a percepção é poderosa: mesmo a impressão de que informações chegam a Andrew por meios familiares alimenta desconfiança. Para Kate, segundo relatos, não se trata apenas de proteger sua posição, mas de resguardar decisões que impactam a governança simbólica da monarquia.
Em suma, o episódio revela como laços pessoais e estratégias de reinserção social podem funcionar como variáveis de risco para instituições históricas. A situação permanece em evolução, com sinais de que a Casa Real pretende manter controle rígido da narrativa pública — uma calibragem essencial para garantir estabilidade enquanto o motor da instituição tenta recuperar aceleração depois de choques recentes.






















